Glenn Greenwald diz que próximas revelações sobre espionagem vão "chocar" o mundo

Glenn Greenwald, jornalista responsável por divulgar uma série de documentos sobre a espionagem americana em colaboração a Edward Snowden, disse, em entrevista à publicação semanal francesa Télérama , que as próximas revelações vão “chocar” o mundo.

Atualizado em 04/12/2013 às 09:12, por Redação Portal IMPRENSA.

divulgar uma série de documentos sobre a espionagem americana em colaboração a Edward Snowden, disse, em entrevista à publicação semanal francesa Télérama , que as próximas revelações vão “chocar” o mundo. A revista chega às bancas nesta quarta-feira (4/12).
Crédito:Divulgação Jornalista garante que todos os documentos de Snowden virão a público em breve
De acordo com a AFP, o jornalista prevê a divulgação de todos os documentos em breve. "Não quero dizer que o pior está por vir - as pessoas se acostumam com essas revelações -, mas há vários documentos sobre o que a NSA coleta e sobre a maneira como ela faz que vão chocar", ressaltou Greenwald, que disse estar "sentado sobre uma montanha de documentos".

Jornalistas do mundo inteiro o procuram para trabalhar nos documentos que envolvem seus países. No entanto, Greenwald explica que tenta colaborar ao máximo, mesmo que seja a partir de um processo longo.

"Legalmente, não posso me contentar em dar o que lhes interessa, porque isso me transformaria em fonte, e a Justiça poderia me perseguir por receptação. Eu só posso ser um jornalista, então, eu tenho de contribuir com suas investigações, assinar suas matérias em coautoria", esclarece.

Após deixar o jornal britânico The Guardian , Glenn se dedica a uma nova mídia financiada pelo fundador do eBay, Pierre Omidyar. "É preciso construir sua própria instituição para lutar com armas legais contra o governo que nós deixamos nu", disse.

"Nós recrutamos uma dúzia de pessoas, e três trabalham comigo no Rio. Não buscamos apenas jornalistas investigativos especializados em segurança nacional e nas liberdades civis. Também vamos cobrir economia, ecologia, ou esporte e, o que conta, é a filosofia de trabalho", acrescentou.