Gilmar Mendes teria debochado de protesto no CE contra queda do diploma
Gilmar Mendes teria debochado de protesto no CE contra queda do diploma
O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), foi abordado por membros da representação sindical dos jornalistas do Ceará que protestavam contra a queda da obrigatoriedade do diploma para o exercício do Jornalismo, nesta quinta-feira (11). Na ocasião, Mendes assinava o convênio de implantação da Casa de Justiça e Cidadania durante solenidade no Fórum Autran Nunes, do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região, no centro de Fortaleza.
Ao receber um manifesto das mãos da presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Ceará (Sindjorce), Débora Lima, Mendes teria reagido de forma debochada. "Ah é, né?", respondeu o ministro após ler a manchete do informativo, cujo conteúdo sublinha que, para ser jornalista, basta estar vivo.
| Estácio Jr . |
| Mendes recebe manifesto de Débora Lima |
Débora relatou ao Portal IMPRENSA que o tom jocoso do ministro não se justifica, dado o caráter "sóbrio e respeitoso" da manifestação dentro do Tribunal. "Foi um protesto sóbrio; não foram usadas palavras de ordem. Inclusive os seguranças esperavam alguma reação mais enérgica, mas nós estávamos identificados", conta a sindicalista. "Acho que ele perdeu a oportunidade de expressar a opinião dele. Ele poderia ter dito qualquer outra coisa", acrescentou.
Ministros do STF, sobretudo o presidente do Tribunal, são surpreendidos por protestos e manifestações em todo o Brasil desde a decisão de 17 de junho de 2009, quando, por oito votos a um, a exigência de formação específica para Jornalismo foi extinta. Mendes é o alvo preferido das ações, principalmente por ter comparado o ofício do jornalista ao de cozinheiro, quando leu seu voto, contrário à obrigatoriedade do diploma.
A presidente do Sindjorce afirma que a abordagem ao ministro no TRT tinha como objetivo atingir os juízes da Casa, os quais, segundo ela, tem ciência da decisão do STF, mas desconhecem a ausência de critérios para a concessão de registro como jornalista profissional. "Eles [os juízes] ficaram chocados com a falta de critérios para o reconhecimento do profissional de Jornalismo", relatou. "Essa ausência de parâmetros é prejudicial à própria sociedade", alertou Débora.
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