Fusão entre emissoras de TV gera preocupação na Indonésia

Nesta terça-feira (19), uma coligação formada por pessoas que lutam em defesa do cumprimento das leis que dizem respeito à mídia na Indonésia enviou uma carta ao presidente do país, Susilo Bambang Yudhoyono.

Atualizado em 19/07/2011 às 15:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Na correspondência, as pessoas expressam grande preocupação sobre a concentração da propriedade de emissoras de televisão em um grupo muito pequeno de empresas, informa o site .


O motivo é a possível união das emissoras de TV Indosiar e SCTV. A última pertence ao grupo Elang Mahkota Teknologi (Emtek), também proprietário da Omni-TV, detentora da maior audiência na capital Jakarta. Se a aquisição se concretizar, a Emtek terá controle sobre 24% do mercado no país.

Ahmad Faisol, um dos antagonistas do operação e integrante da Coligação Independente para a Democratização da Radiodifusão (KIDP), disse que a carta foi enviada também ao Ministério de Comunicação e Tecnologia da Informação, à Comissão de Radiodifusão da Indonésia (KPI), ao Mercado de Capitais, entre outras entidades.


O documento enviado faz referência a um artigo na Lei de Radiodifusão, em que estão previstos a todos os cidadãos o direito e a obrigação de contribuir para o desenvolvimento nacional da radiodifusão.


Faisol diz que o cumprimento da lei sobre esse tipo de mídia e o controle do crescimento das grandes redes privadas é de responsabilidade do KIDP e de outro órgão do governo. E a carta conclui que o setor de radiodifusão da Indonésia não é justo, nem ético. De acordo com a Comissão de Radiodifusoras, o plano de união poderia violar a lei que veta o controle de emissoras privadas por uma única pessoa ou empresa.


"Queremos dizer ao presidente que houve violações evidentes das exigências da lei sobre a propriedade privada das emissoras de televisão", diz Faisol.


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