Furos e campanhas comerciais pautam crescimento do Estadão

Furos e campanhas comerciais pautam crescimento do Estadão

Atualizado em 13/11/2009 às 12:11, por Pamela Forti e Luiz Gustavo Pacete / Redação Revista IMPRENSA.

Furos e campanhas comerciais pautam crescimento do Estadão

Pya Lima/Revista IMPRENSA
Fernão Lara Mesquita
"Antes você tinha um estranho que, por uma série de acasos, entrava no sistema e todo o resto do sistema resistia a ele. Agora eles são todos iguais e atacam em bando." Esta foi a resposta de Fernão Lara Mesquita quando perguntado pela revista IMPRENSA sobre as recentes liminares contra O Estado de S. Paulo , proibido há mais de cem dias de escrever sobre a operação "Boi Barrica", da Polícia Federal, que investiga Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O integrante do Conselho Administrativo do Grupo Estado foi o entrevistado do mês da edição de novembro, nº 251, trazendo de volta à mídia a opinião da família que virou sinônimo de jornalismo no Brasil.

Afastados do dia-a-dia dos veículos do grupo desde a reformulação de gestão iniciada em 2003, os Mesquita vêm assistindo e ajudando a conduzir uma forte reinserção do jornal nacionalmente. O Estadão tem ganhado atenção não só pela censura prévia que vem sofrendo no caso Sarney, mas também pela forte campanha comercial lançada em junho - em que deixa ao juízo do leitor determinar o valor que pagaria pela assinatura do diário -, e mais recentemente pelo furo no caso do vazamento das provas do Enem. "Não é uma oposição ao passado, é um evolução. Foi um processo de trabalho que se aprimorou. E isso reflete numa redação unida, com rumos claros, estratégias e responsabilidades bem definidas", pondera Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do grupo, sobre o atual momento.

Esse esforço se reflete nos números do jornal. Apesar da queda de 10% na receita do grupo no primeiro trimestre, o crescimento nos últimos três anos foi de 20%. E a estimativa é ainda melhor. "O momento econômico está em fase de aquecimento. Muitos anunciantes voltaram forte, mais a perspectiva do ano que vem, com Copa do Mundo e eleições, muita gente adianta publicidade", afirma Sílvio Genesini, diretor-presidente do grupo.

O Estadão ocupou a quinta posição no ranking de jornais com maior tiragem do Brasil em 2008, com média de 245.966 por dia, segundo o IVC. A média do ano até setembro de 2009 teve um leve decréscimo, para 236.123 exemplares, mas a campanha "O valor do conhecimento" deve render bons dividendos na venda de assinaturas, que podem aumentar até 100%. "A ideia da campanha surge na verdade do interesse de o grupo resgatar os valores da marca dentro de um contexto atual", diz Luís Fernando Godoy, diretor de marketing de mercado leitor. Desde 2004 o grupo vem consolidando sua presença na internet e a Agência Estado ganhou força, tornando-se a operação mais lucrativa do conglomerado. Uma comissão formada pelos profissionais de primeira linha da empresa também se reúne com frequência para discutir modelos de negócio e editorial, ajustáveis às transformações digitais.

Veja mais a respeito da nova fase do Grupo Estado na entrevista concedida por Fernão Lara Mesquita à revista IMPRENSA de novembro, edição 251.

Leia mais

-