Furos e campanhas comerciais pautam crescimento do Estadão
Furos e campanhas comerciais pautam crescimento do Estadão
Furos e campanhas comerciais pautam crescimento do Estadão
| Pya Lima/Revista IMPRENSA |
| Fernão Lara Mesquita |
Afastados do dia-a-dia dos veículos do grupo desde a reformulação de gestão iniciada em 2003, os Mesquita vêm assistindo e ajudando a conduzir uma forte reinserção do jornal nacionalmente. O Estadão tem ganhado atenção não só pela censura prévia que vem sofrendo no caso Sarney, mas também pela forte campanha comercial lançada em junho - em que deixa ao juízo do leitor determinar o valor que pagaria pela assinatura do diário -, e mais recentemente pelo furo no caso do vazamento das provas do Enem. "Não é uma oposição ao passado, é um evolução. Foi um processo de trabalho que se aprimorou. E isso reflete numa redação unida, com rumos claros, estratégias e responsabilidades bem definidas", pondera Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do grupo, sobre o atual momento.
Esse esforço se reflete nos números do jornal. Apesar da queda de 10% na receita do grupo no primeiro trimestre, o crescimento nos últimos três anos foi de 20%. E a estimativa é ainda melhor. "O momento econômico está em fase de aquecimento. Muitos anunciantes voltaram forte, mais a perspectiva do ano que vem, com Copa do Mundo e eleições, muita gente adianta publicidade", afirma Sílvio Genesini, diretor-presidente do grupo.
O Estadão ocupou a quinta posição no ranking de jornais com maior tiragem do Brasil em 2008, com média de 245.966 por dia, segundo o IVC. A média do ano até setembro de 2009 teve um leve decréscimo, para 236.123 exemplares, mas a campanha "O valor do conhecimento" deve render bons dividendos na venda de assinaturas, que podem aumentar até 100%. "A ideia da campanha surge na verdade do interesse de o grupo resgatar os valores da marca dentro de um contexto atual", diz Luís Fernando Godoy, diretor de marketing de mercado leitor. Desde 2004 o grupo vem consolidando sua presença na internet e a Agência Estado ganhou força, tornando-se a operação mais lucrativa do conglomerado. Uma comissão formada pelos profissionais de primeira linha da empresa também se reúne com frequência para discutir modelos de negócio e editorial, ajustáveis às transformações digitais.
Veja mais a respeito da nova fase do Grupo Estado na entrevista concedida por Fernão Lara Mesquita à revista IMPRENSA de novembro, edição 251.
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