Furo ou barriga?: até Clóvis Rossi critica "furo" da revista Veja sobre dólares cubanos
Furo ou barriga?: até Clóvis Rossi critica "furo" da revista Veja sobre dólares cubanos
Furo ou barriga?: até Clóvis Rossi critica "furo" da revista Veja sobre dólares cubanos
O "furo" da revista Veja desta semana - ou seria barriga? -, que acusou o governo cubano de enviar dólares em caixas de rum e uísque para financiar a campanha de Lula, conseguiu dar sobrevida ao inferno astral do governo Lula. Até aí, nada de novo.
Assim como boa parte das matéria de Veja sobre o governo Lula, essa, assinada pelo competente repórter Policarpo Jr, o mesmo que inaugurou a crise com a matéria sobre a corrupção nos Correios, faz muita espuma com pouca informação.
Dessa vez, porém, até a oposição anda cautelosa. Que o digam Serra e Geraldo, que hoje pediram "mais evidências".
Mesmo entre os jornalistas mais raivosos, prevalece a sensação que a semanal forçou a barra. Até o colunista Clóvis Rossi, da Folha , um dos mais ácidos comentaristas anti-Lula da praça, criticou a reportagem de Veja . "O mais elementar sentido comum e um tiquinho de informações básicas bastam para tornar inverossímil a versão publicada pela revista Veja a respeito dos dólares de Cuba para a campanha de Lula em 2005", disparou Rossi em sua coluna de hoje.
Segundo o colunista, o maior buraco na apuração da matéria está no trecho que explica como o dinheiro foi transportado. "Se Fidel Castro quisesse de fato financiar a campanha de Lula, não precisaria recorrer aos métodos e percursos burlescos descritos nas denúncias dos ex-funcionários de Antônio Palocci, em Ribeirão Preto. O dinheiro chegaria limpinho aos destinatários".
Para finalizar, Rossi ainda dá uma última estocada na semanal. "Que uma revista se disponha a brincar de tablóide britânico é problema dela. Mas que a oposição se disponha a participar da brincadeira já passa a ser claro sinal de indigência mental".






