Furo do mês: O repórter com bom carma
Furo do mês: O repórter com bom carma
Parecia impossível, mas não foi. Ivan Padilla, repórter da revista Época , entrevistou Dalai Lama em Dharamsala e garantiu a capa da edição que antecedeu a visita do líder político e religioso ao Brasil, no mês passado. A conversa teve direito a tapinhas nas costas e caretas.
Depois de viajar por 27 horas, Padilla foi conduzido pelo próprio Dalai Lama à sala de audiência.
Na primeira visita do Dalai Lama ao Brasil, em 1992, Ivan Padilla pôde vê-lo por apenas alguns minutos, em meio a um aglomerado de pessoas que estavam no Campus Monte Alegre da PUC-SP. O então estudante de Jornalismo não podia imaginar que, 14 anos mais tarde, seria incumbido da missão de entrevistar o líder espiritual do budismo tibetano em sua própria casa, em Dharamsala.
Desta vez, foi bem diferente. Há dois meses, a equipe da revista Época ficou sabendo que o líder espiritual viria ao Brasil novamente. A idéia de entrevistá-lo partiu do diretor de redação, Hélio Gurovitz. Ivan entrou em contato com o Office of Tibet , a agência oficial de Dalai Lama e do Governo Tibetano no Exílio, em Nova Iorque, e ficou sabendo que ele não dava entrevistas por telefone nem por e-mail . Por desencargo de consciência, preparou o requerimento e fez o que nenhum outro repórter brasileiro se deu ao trabalho, imaginando que não daria certo.
Após um pedido formal, via e-mail , e uma espera de alguns dias, ele recebeu a resposta em sua caixa de e-mail . Só que a entrevista teria que ser feita em Dharamsala. Pronto. Aos 34 anos, depois de trabalhar três na revista Época , ficar seis meses fazendo pós-graduação em Relações Internacionais em Barcelona e assumir novamente, em 2004, o cargo de repórter da revista, Ivan Padilla seria um dos poucos brasileiros que teriam acesso a uma exclusiva e que não ficariam esperando a visita do Dalai Lama para entrevistá-lo.
Quem é o Dalai Lama
Buda foi um príncipe hindu que recebeu de seu pai todos os meios para gozar a vida e as diversões da época, mas preferiu meditar sobre como enfrentar os sofrimentos inevitáveis, como o nascimento, a velhice, a doença e a morte. Desde a morte de seu fundador, o budismo se consolidou em dezenas de escolas e diferentes tradições espalhadas por toda a Ásia e tem, hoje, 379 milhões de adeptos no mundo, entre elas o budismo tibetano, do qual o Dalai Lama é o líder religioso. Acredita-se que o Dalai Lama seja um renascimento de uma linhagem de líderes budistas que remonta ao século V d.C. Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, é doutor em filosofia budista, agraciado com mais de 50 títulos honoris causa e Prêmio Nobel da Paz. Nas horas vagas, conserta relógios.
Leia entrevista completa na edição 212 (Maio/2006) da revista IMPRENSA






