Fundamedios se declara em resistência contra processo do governo equatoriano

A Fundação Andina para Observação e Estudo de Mídias (Fundamedios), considerada a principal ONG de defesa da liberdade de expressão e imprensa do Equador, decidiu pelo direito à resistência na última segunda-feira (15/9), após o processo aberto pelo governo para a sua dissolução.

Atualizado em 15/09/2015 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.

e Estudo de Mídias ( ), considerada a principal ONG de defesa da liberdade de expressão e imprensa do Equador, decidiu pelo direito à resistência na última segunda-feira (15/9), após o processo aberto pelo governo para a sua dissolução.
Crédito:Reprodução Diretor da Fundamedios resiste à demanda do governo de acabar com a entidade
"Nós recorremos ao direito constitucional de ignorar disposições inconstitucionais e ilegais das autoridades e que, além disso, são abusivas e arbitrárias", afirmou o diretor da organização, César Ricaurte, à AFP.
A ONG é acusada de possuir envolvimento na política partidária. Ricaurte rebateu a acusação e disse que a medida é uma tentativa oficial de calar a entidade depois da divulgação de blogs de dois jornalistas críticos ao governo.
Em nota, a Secom pontuou que solicitou à Organização que "cumprisse com as normas de seu próprio estatuto, especificamente, no que se refere à proibição de exercer assuntos de caráter político", mas que, diante do desacato, "iniciou-se o processo correspondente".
"Entregamos um documento extenso, contundente, no qual a Fundamedios, em primeiro lugar, acolhe o direito da resistência consagrado no artigo 98 da Constituição. Isso significa que vamos tomar todas as ações de fato e de direito para defender a organização. Não vamos entregar a Fundamedios para a Secom", defendeu o diretor.