Fundamedios é notificada pelo governo equatoriano para iniciar dissolução

A Fundação Andina para Observação e Estudo de Mídias (Fundamedios), considerada a principal ONG de defesa da liberdade de expressão e imprensa do , foi notificada na última terça-feira (8/9) pela Secretaria de Comunicação (Secom) do governo do presidente Rafael Correa para iniciar um processo de dissolução.

Atualizado em 09/09/2015 às 11:09, por Redação Portal IMPRENSA.

e Estudo de Mídias ( ), considerada a principal ONG de defesa da liberdade de expressão e imprensa do , foi notificada na última terça-feira (8/9) pela Secretaria de Comunicação (Secom) do governo do presidente Rafael Correa para iniciar um processo de dissolução.
Crédito:Reprodução César Ricaurte da Fundamedios rebate argumento de Rafael Correa
De acordo com o jornal O Globo , a Secretaria diz que a "Fundamedios difundiu mensagens, alertas e ensaios com indiscutíveis tons políticos que deixam clara a posição desta organização social cujo âmbito de ação deveria se desenvolver em relação à comunicação social e ao jornalismo".
A Secom estabeleceu um prazo de dez dias para que a Fundamedios faça a sua defesa e apresente as provas dentro do processo administrativo iniciado. A organização foi criada em 2007 para apoiar veículos de imprensa e jornalistas por meio do monitoramento de ataques e ameaças à liberdade de expressão.
"Esta ação não tem pé nem cabeça. Estão nos acusando de fazer política partidária, quando o único que fazemos é difundir blogs de análises políticas. Ao governo incomodam nossas denúncias de agressões contra repórteres", afirmou o presidente da Fundamedios, César Ricaurte.
Este ano, Ricaurte foi agredido por representantes do governo durante a Cúpula das Américas, no Panamá. Desde 2008, a entidade registrou 1.304 agressões contra a liberdade de expressão no Equador e 126 sanções a jornais e repórteres desde o início da vigência da Lei de Comunicação.
"A ONG já havia sido alertada sobre as intenções da Secom por meio de outra notificação. Vamos nos defender para mudar essas decisão absolutamente arbitrária. Mas, nesse momento, no Equador, ter razão não significa garantir direitos", acrescentou o presidente.