Fundador do “Nosso Tempo”, Juvêncio Mazzarollo morre em Foz do Iguaçu (PR)
Um dos mais combatentes jornalistas contra o regime militar, Mazzarollo, oi o último preso político a ser libertado pela ditadura, em 1984.
Atualizado em 06/06/2014 às 15:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na madrugada da última quinta-feira (5/6), o jornalista Juvêncio Mazzarollo, de 69 anos, faleceu em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), no Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ele estava internado e se recuperava de sequelas relacionadas a problemas cardíacos. Com participação ativa durante o regime militar, o profissional de imprensa foi o último preso político a ser libertado pelo regime militar, em 1984.
Segundo a Gazeta do Povo , o perfil "combativo" de Mazzarollo levou-o a integrar as redações de dois jornais em Foz do Iguaçu, onde estabeleceu moradia na década de 1970. Na cidade atuou como professor no Colégio Agrícola e após tecer duras críticas ao poder público e liderar uma greve, foi exonerado pelo então governador Jaime Canet Júnior. Como revisor e colunista, fez parte da redação do jornal Hoje Foz , encontrando no jornalismo a vazão às constantes indignações com mazelas sociais, comprometido com a luta das liberdades democráticas do país.
“Trabalhávamos em matérias de cunho social, defendíamos causas, e a marca do Juvêncio sempre foi a indignação”, comenta Aluízio Palmar, amigo do jornalista nos anos de chumbo. Buscando sempre transmitir a informação, Mazzarollo dedicava sua carreira a focar nas questões sociais como a causa indígena, pequenos proprietários de terras desapropriados com a construção de Itaipu e a intervenção militar nas pequenas cidades.
Com a venda do Hoje Foz , ele resolve se tornar professor de inglês, para sobreviver, até que, com os antigos companheiros de redação funda o Nosso Tempo . Com críticas constantes ao regime, o profissional de imprensa foi processado pela ditadura com base na Lei de Segurança Nacional. “Nós três fomos chamados e seguimos para a Auditoria Militar, devido a uma série de críticas publicadas no jornal”, lembra Palmar. Em meio ao chamado “processo de transição”, do governo de João Figueiredo, Mazzarollo foi o único condenado por tal administração.
No entanto, durante os cerca de dois anos em que esteve preso, não deixou de escrever, e manteve a regularidade de publicações com o envio de artigos ao jornal. Para Adelino de Souza, um dos jornalistas que desenvolveu o Nosso Tempo ao lado do gaúcho, ele não mudava seu perfil de indignação, nem mesmo quando estava aprisionado. “Era um homem corajoso, determinado e destemido, era um gigante e não se dobrava por mais difícil que fosse o obstáculo”, recorda. Até que, ao requerer julgamento no Superior Tribunal Militar, em Brasília, fez longa greve de forme e conseguiu sua libertação pouco tempo depois.
Com a volta da República, o jornalista publicou o livro “A Taipa da Injustiça”, com revelações do processo de construção da Usina de Itaipu, e no início desta década participou como assessor especial do Programa Água Boa, além de se tornar integrante da Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Foz do Iguaçu. Com artigos ligados a igreja e às causas ao meio ambiente, Mazzarollo teve todo seu material produzido ao longo do período que integrou o Nosso Tempo digitalizado e disponível no .
Segundo a Gazeta do Povo , o perfil "combativo" de Mazzarollo levou-o a integrar as redações de dois jornais em Foz do Iguaçu, onde estabeleceu moradia na década de 1970. Na cidade atuou como professor no Colégio Agrícola e após tecer duras críticas ao poder público e liderar uma greve, foi exonerado pelo então governador Jaime Canet Júnior. Como revisor e colunista, fez parte da redação do jornal Hoje Foz , encontrando no jornalismo a vazão às constantes indignações com mazelas sociais, comprometido com a luta das liberdades democráticas do país.
“Trabalhávamos em matérias de cunho social, defendíamos causas, e a marca do Juvêncio sempre foi a indignação”, comenta Aluízio Palmar, amigo do jornalista nos anos de chumbo. Buscando sempre transmitir a informação, Mazzarollo dedicava sua carreira a focar nas questões sociais como a causa indígena, pequenos proprietários de terras desapropriados com a construção de Itaipu e a intervenção militar nas pequenas cidades.
Com a venda do Hoje Foz , ele resolve se tornar professor de inglês, para sobreviver, até que, com os antigos companheiros de redação funda o Nosso Tempo . Com críticas constantes ao regime, o profissional de imprensa foi processado pela ditadura com base na Lei de Segurança Nacional. “Nós três fomos chamados e seguimos para a Auditoria Militar, devido a uma série de críticas publicadas no jornal”, lembra Palmar. Em meio ao chamado “processo de transição”, do governo de João Figueiredo, Mazzarollo foi o único condenado por tal administração.
No entanto, durante os cerca de dois anos em que esteve preso, não deixou de escrever, e manteve a regularidade de publicações com o envio de artigos ao jornal. Para Adelino de Souza, um dos jornalistas que desenvolveu o Nosso Tempo ao lado do gaúcho, ele não mudava seu perfil de indignação, nem mesmo quando estava aprisionado. “Era um homem corajoso, determinado e destemido, era um gigante e não se dobrava por mais difícil que fosse o obstáculo”, recorda. Até que, ao requerer julgamento no Superior Tribunal Militar, em Brasília, fez longa greve de forme e conseguiu sua libertação pouco tempo depois.
Com a volta da República, o jornalista publicou o livro “A Taipa da Injustiça”, com revelações do processo de construção da Usina de Itaipu, e no início desta década participou como assessor especial do Programa Água Boa, além de se tornar integrante da Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Foz do Iguaçu. Com artigos ligados a igreja e às causas ao meio ambiente, Mazzarollo teve todo seu material produzido ao longo do período que integrou o Nosso Tempo digitalizado e disponível no .





