Funcionário do Governo de Cuba pede que jornalista encerre greve de fome
Funcionário do Governo de Cuba pede que jornalista encerre greve de fome
Um funcionário do primeiro escalão do Governo de Cuba visitou, pela primeira vez, o jornalista e dissidente político Guillermo Fariñas, em greve de fome há quase um mês em protesto contra política de direitos humanos da ilha. Fariñas exige a libertação de 26 presos políticos do regime dos irmãos Fidel e Raúl Castro.
Héctor de la Fé Freyre, diretor do departamento de atividades contrarrevolucionárias, pediu que Fariñas encerre seu protesto, sobretudo por seu estado de saúde delicado. Licet Zamora, porta-voz do dissidente de 48 anos, declarou que Freyre argumentou a Fariñas que sua vida corre risco.
Desde o dia 11 de março, o jornalista está internado em um hospital da cidade de Santa Clara após sofrer uma crise hipoglicêmica. Ele iniciou o protesto após a morte de outro dissidente, Orlando Zapata, de 42 anos, após 85 dias de greve de fome.
Na ocasião da morte de Zapata, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitava a ilha de Cuba, declarou que "greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para libertar pessoas". Diante do pronunciamento de Lula, Fariñas o classificou como "cúmplice" da morte de Zapata. "Considero que Lula é um assassino", observou.
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