Funcionário do Governo de Cuba pede que jornalista encerre greve de fome

Funcionário do Governo de Cuba pede que jornalista encerre greve de fome

Atualizado em 22/03/2010 às 15:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Um funcionário do primeiro escalão do Governo de Cuba visitou, pela primeira vez, o jornalista e dissidente político Guillermo Fariñas, em greve de fome há quase um mês em protesto contra política de direitos humanos da ilha. Fariñas exige a libertação de 26 presos políticos do regime dos irmãos Fidel e Raúl Castro.

Héctor de la Fé Freyre, diretor do departamento de atividades contrarrevolucionárias, pediu que Fariñas encerre seu protesto, sobretudo por seu estado de saúde delicado. Licet Zamora, porta-voz do dissidente de 48 anos, declarou que Freyre argumentou a Fariñas que sua vida corre risco.

Desde o dia 11 de março, o jornalista está internado em um hospital da cidade de Santa Clara após sofrer uma crise hipoglicêmica. Ele iniciou o protesto após a morte de outro dissidente, Orlando Zapata, de 42 anos, após 85 dias de greve de fome.

Na ocasião da morte de Zapata, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitava a ilha de Cuba, declarou que "greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para libertar pessoas". Diante do pronunciamento de Lula, Fariñas o classificou como "cúmplice" da morte de Zapata. "Considero que Lula é um assassino", observou.

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