Funcionário de gráfica processa emissoras por cobertura no caso "Charlie Hebdo"

O jovem francês Lilian Lepère, funcionário de uma gráfica e vítima da dupla de terroristas responsabilizada pelo atentado ao semanário satírico francês , entrou na Justiça contra a rádio RMC e as emissoras TV France 2 e TF1 ao alegar que elas colocaram sua vida em risco.

Atualizado em 19/08/2015 às 09:08, por Redação Portal IMPRENSA.

funcionário de uma gráfica e vítima da dupla de terroristas responsabilizada pelo atentado ao semanário satírico francês , entrou na Justiça contra a rádio RMC e as emissoras TV France 2 e TF1 ao alegar que elas colocaram sua vida em risco.
Crédito:Reprodução Francês acusa emissoras de rádio e TV de colocarem sua vida em risco durante caçada aos terrorista que atacaram a revista
De acordo com a Deutsche Welle, o francês disse que durante a cobertura jornalística da caçada policial que começou dois dias após o atentado, as emissoras noticiaram que ele estava escondido no local quando os terroristas também estavam lá e mantinham o chefe dele como refém. Lepère ficou mais de oito horas sem se mexer.
A promotoria abriu um inquérito na semana passada. As emissoras envolvidas ainda não se manifestaram sobre o caso. "Fornecer informação sem uma consideração cuidadosa pode levar a ameaçar outras vidas", disse o advogado do funcionário. "Os jornalistas precisam pensar nisso", acrescentou.
Em fevereiro, o órgão regulador da radiodifusão na França, o CSA, havia analisado cerca de 500 horas de programas e, em seguida, repreendeu as emissoras de TV France 2 e TF1 e a rádio RMC pela cobertura do caso.