Funcionárias do FMI enviam carta crítica ao NYT

Funcionárias do FMI enviam carta crítica ao NYT

Atualizado em 24/05/2011 às 10:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Funcionárias do FMI enviam carta crítica ao NYT

Uma do Fundo Monetário Internacional repudia um artigo, publicado no dia 19 de maio, no jornal The New York Times , em que sugere-se a existência de "um clima propício para o assédio sexual na instituição", informa a Folha de S.Paulo, nesta terça-feira (24).
assinado pelos jornalistas Binyamin Appelbaum e Sheryl Gay Stolberg, sugere que as longas semanas passadas em escritórios fechados, em missões internacionais, propiciam um ambiente no qual os poderosos economistas, por vezes, ultrapassam a linha do relacionamento próximo de trabalho. O artigo, ainda, cita que documentos e entrevistas alegam o FMI ter normas diferentes para agressões sexuais, que aquelas estabelecidas na legislação em Washington, o que expõe a suas funcionárias e as deixa vulneráveis.
Funcionários do FMI sentiram-se ofendidas com as afirmações do artigo e redigiram uma carta em que refutam as informações contidas no artigo. Elas enfatizam que "não reconhecem o quadro pintado pelo artigo da instituição".
"Sentimos-nos insultadas por sua descrição de nosso ambiente de trabalho. A organização que conhecemos, pelo contrário, é caracterizada pela dedicação profissional e integridade ética", dizem na carta enviada.
"Sabemos que algumas de nossas colegas já foram submetidas a avanços indesejados. Nós sentimos por elas e as apoiamos, mas estes casos, infelizmente, acontecem em qualquer lugar no qual seres humanos trabalham juntos", finalizam as colaboradoras do FMI.

O FMI reconhece a importância do respeito às mulheres tanto em políticas quanto práticas. "Há tempo que estabelecemos estritas políticas para agressões sexuais", citam na carta.

Debates sobre assédios sexuais cometidos por chefes contra seus subordinados ou funcionários reacenderam após a prisão de Dominique Strauss-Kahn, diretor-geral do FMI, no dia 14 de maio. Kahn é acusado de tentar abusar de uma camareira no hotel em que se hospedava em Nova Iorque e enfrenta outras acusações de tentativa de estupro de jornalistas e colegas de trabalho.

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