Funai cobra sete mil dólares para que equipe de TV australiana entreviste tribo isolada
Em julho deste ano, uma equipe de jornalistas australianos do Channel 7 foi autorizada a entrar na terra dos índios suruuarrás, no sul do Amazonas.
Atualizado em 08/11/2011 às 18:11, por
Luiz Gustavo Pacete.
Divulgação Paul Raffaele Segundo a Funai, a taxa foi cobrada pelos índios, já que a instituição "não cobra ingresso para a entrada em aldeias". Entretanto, o depósito foi efetuado na conta da instituição. Os jornalistas Paul Raffaele e Tim Noonam contaram com a ajuda do tradutor Jemerson Azevedo, escalado também pela Funai.
A reportagem diz que o tradutor teria omitido informações e manipulado a tradução. "A farsa só foi descoberta semanas depois, quando Raffaele e Noonan conversaram com missionários que assistem aos índios, que riram da gravação. Na fala em que os índios assumem a tradição de matar crianças que nascem com problemas físicos, Azevedo omite a informação", diz a matéria da Veja .
Os jornalistas se deram conta de que algo estava errado quando o tradutor afirmou que os índios estavam "muito felizes de viver nas condições em que viviam", rodeados por silvícolas. Na reportagem, Raffaele afirmou que "a Funai prefere manter as tribos isoladas, no que só pode ser descrito como um museu antropológico vivo".
Procurada por IMPRENSA, a assessoria da Funai não confirmou a existência do pagamento.
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