Franquia da Al Qaeda reivindica morte de jornalistas; França punirá os responsáveis
A Al-Qaeda no Magreb Islâmico (Aqmi) reivindicou o assassinato de dois jornalistas franceses no Mali em comunicado divulgado pela agência denotícias mauritana Sahara Medias, na última quarta-feira (6/11).
De acordo com a AFP, a organização argumentou que o ocorrido foi uma resposta aos crimes cometidos pela França contra os malineses e às ações das forças africanas e internacionais contra os muçulmanos de Azawad (nome que os tuaregues dão ao norte do Mali).
A Aqmi considera que o assassinato dos dois jornalistas "representa o mínimo da fatura que [o presidente francês François] Hollande e seu povo devem pagar como contrapartida por sua nova cruzada".
Em contrapartida, a presidência francesa declarou que apoia os esforços do governo malinês e que participa da luta contra o terrorismo no Sahel. François Hollande afirmou que "as investigações estão avançando" para que os assassinos sejam encontrados.
Os jornalistas foram assassinados pouco depois de terem sido sequestrados por um grupo de homens armados no último sábado (2/11), em Kidal, nordeste do Mali. Dois policiais franceses estão no país para participar de uma investigação aberta pela Procuradoria de Paris por sequestro e assassinato relacionados a um plano terrorista.
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