Franklin Martins discute federalização da mídia emigrante em conferência sobre o assunto
Franklin Martins discute federalização da mídia emigrante em conferência sobre o assunto
O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, aceitou um convite do movimento Estado do(s) Emigrante(s) para comparecer à II Conferência Brasileiros no Mundo, que tem como objetivo tratar da mídia emigrante e da televisão gratuita para pessoas nessa situação.
Em documento enviado pelo movimento Estado dos Emigrantes ao Conselho de representantes de emigrantes e à Subsecretaria-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, é proposta uma federalização da mídia emigrante; segundo o texto, as emissoras Record e Globo cobram "pedágio" para as transmissões.
De acordo com o texto, a Globo e a Record são vistos em todo o mundo, "porém a recepção implica numa assinatura de alto preço, nem sempre ao alcance de todos os emigrantes". Por isso, diz o documento, é importante a presença do ministro Franklin Martins "para explicar os planos de expansão da Televisão Brasil e se sua recepção pelos emigrantes poderá ser gratuita, como ocorre para os francófonos a recepção da TV Monde ou para os portugueses a recepção da RTP".
O documento afirma que, apesar de a imprensa emigrante ter conseguido se implantar e se impor fora do país, criando jornais e revistas nos EUA, na Europa e no Japão, ela "funciona desconectada, sem relações entre os editores e redatores de jornais, rádios e canais de televisão espalhados como os brasileiros pelo mundo".
O movimento Estado dos Emigrantes propõe a criação "de uma estrutura federativa que congregue a mídia emigrante representativa da emigração em todos os continentes (...) o objetivo desse reconhecimento da importância do papel da mídia emigrante é também o de se lançar as bases para uma política de apoio e de incentivo, seja fiscal ou de subvenções, para esse segmento produtivo da emigração".
A entidade pede também a criação de uma Federação da Mídia Emigrante, que seria constituída metade por diretores ou proprietários de mídias mais antigas e mais influentes e outra metade eleita por região, para elaborar um estatuto e estrutura de funcionamento.
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