Franklin Martins cobra desculpas do Exército nos 50 anos de golpe militar no Brasil

O jornalista Franklin Martins acompanhou de perto o longo período que o país ficou sem viver uma democracia. Ex-ministro de Luiz Inácio Lula da Silva e protagonista do sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbric, ele cobrou uma posição contundente do Exército nos 50 anos do golpe militar no Brasil.

Atualizado em 31/03/2014 às 13:03, por Redação Portal IMPRENSA.

de perto o longo período que o país ficou sem viver uma democracia. Ex-ministro de Luiz Inácio Lula da Silva e protagonista do sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbric, ele cobrou uma posição contundente do Exército nos 50 anos do golpe militar no Brasil. “As Forças Armadas devem um pedido formal de desculpas ao país”.
Crédito:Agência Brasil Ex-ministro quer que o Exército se desculpe pelo golpe de 1964
Em entrevista ao portal iG, ele ressaltou o erro de formação dos militares brasileiros ao afirmar que mudanças profundas devem ser tomadas para que estes passem a enxergar que o que ocorreu foi um golpe e não uma revolução. “As Forças Armadas não podem continuar nas academias com currículos que tratam o golpe de 64 como uma revolução libertadora”.
Obrigado a se exilar em Cuba, Chile e França, o jornalista acredita que faltou um movimento de resistência ao golpe, apesar do contexto de “efervescência” vivido no Brasil no início da década de 1960 na política, na cultura e na economia. “Quem tentou resistir procurou as lideranças políticas e as lideranças políticas não sabiam o que fazer”.
“Acho que havia da parte do Jango um certo erro de avaliação semelhante ao que havia por parte de vários dirigentes políticos do país, inclusive dirigentes da direita que apoiaram o golpe, que é o seguinte: o golpe vem, ele durará seis meses, um ano, depois se convoca eleição e aí se retoma a normalidade democrática”, declarou o ex-ministro, que vê na instauração da ditadura uma tentativa de evitar que as camadas sociais ganhassem espaço.