Fotojornalista canadense morre após ataque a bomba na Síria
Amigos e familiares do fotojornalista canadense Ali Moustafa, de 29 anos, fizeram uma vigília em Toronto, sua cidade natal, poucas horas dep
Atualizado em 10/03/2014 às 10:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Fotojornalista canadense morre após ataque a bomba na Síria
ois de serem informados que um ataque a bomba matou o profissional na Síria, no último domingo (9/3).Crédito:Reprodução/Twitter Repórter fotográfico morreu durante ataque a bomba em Aleppo, na Síria
De acordo com a CBC News, Ali Moustafa e outras sete pessoas morreram quando um par de explosivos foram deixados em um terreno controlado por rebeldes de Aleppo, segunda maior cidade do país.
A irmã do fotógrafo, Justina Rosa Botelho, confirmou a morte após ver uma foto do cadáver enviada a ela por ativistas. "Ele só queria que o mundo soubesse sobre os direitos humanos e todas as coisas horríveis que acontecem lá", disse em entrevista à Associated Press.
A família não sabia que ele estava na Síria. O último contato que fizeram foi há uma semana, quando o profissional disse que estava na Turquia. "Ali nunca me disse que estava na Síria. Acho que estava tentando esconder isso", acrescentou a irmã.
Um ativista que se identificou como Abu al-Hassan Marea disse que um helicóptero militar soltou uma bomba, conhecida como "barril", na área de Hadariyeh, em Aleppo. Depois de repórteres e civis se deslocarem até o local para observar os danos, um segundo explosivo foi lançado, atingindo Ali Moustafa.
Justin Podur, um ativista baseado em Toronto, lembrou de Moustafa como um fotógrafo apaixonado. "Praticamente tudo o que eu já vi ele produzir foi com essa motivação. Ali nunca se colocou acima das pessoas que estava escrevendo", disse.
Maher Azem, colega do fotojornalista, relatou que o conheceu quando Moustafa iria para a guerra. "Ele foi apresentado a mim por um outro amigo e estava interessado em cobrir a história de refugiados na Síria", ressaltou.
Desde o levante sírio, iniciado em março de 2011, o país virou o local mais perigoso para repórteres. Dezenas de jornalistas foram sequestrados ou mortos pelas forças leais ao presidente Bashar Assad, bem como por rebeldes que buscam sua queda.





