Fotógrafos que perseguiram princesa Diana não serão obrigados a depor

Fotógrafos que perseguiram princesa Diana não serão obrigados a depor

Atualizado em 06/11/2007 às 18:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Autoridades francesas se negaram a obrigar os fotógrafos que perseguiram o Mercedes no qual morreu a princesa Diana, em 31 de agosto de 1997, a prestar depoimento sobre o caso. A decisão foi confirmada nesta terça-feira (6) pelo o juiz britânico Scott Baker.

O juiz se disse "decepcionado" com a recusa. "Asseguraram-me que as autoridades francesas continuam comprometidas em sua política de cooperação e transparência", disse. Em comunicado, o juiz disse que compreende que as autoridades francesas tinham duas razões pelas quais se negavam a forçar o depoimento.

A primeira delas é que os paparazzi alegam que já testemunharam durante a investigação francesa e que, por isso, não têm nada mais a dizer. O segundo motivo é o argumento das autoridades francesas de que "empregar a força para obrigar as testemunhas a depor poderia prejudicar as relações entre a imprensa, o governo e o público em geral".

A maior parte dos fotógrafos parou de cooperar depois que o motorista Stéphane Darmon, que pilotava a moto do fotógrafo Romuald Rat, foi submetido a um novo interrogatório exaustivo e supostamente agressivo em uma audiência em Londres em outubro.

Michael Mansfield, advogado do empresário Mohamed al Fayed -pai do namorado de Diana, Dodi- pediu ao ministro da Justiça, Jack Straw, que interviesse após a recusa francesa.

Fayed diz continuar convencido de que seu filho e Lady Di foram vítimas de uma conspiração de primeiro escalão, com a participação do marido da rainha Elizabeth 2ª, o duque de Edimburgo, para impedir que Dodi e a princesa se casassem. Duas investigações policiais prévias - uma na França e outra no Reino Unido- concluíram que a morte foi um acidente. Com informações da agência EFE.