Fotógrafo viaja pelo mundo oferecendo o próprio trabalho em troca de hospedagem
Australiano Shantanu Starick fotografa comercial ou artisticamente para qualquer empresa ou pessoa, pedindo apenas dinheiro para alimentação
Atualizado em 09/12/2014 às 14:12, por
Lucas Carvalho.
Por
O australiano Shantanu Starick decidiu que queria viajar e fotografar o mundo “sem a distração do dinheiro”. Por isso, ele montou um projeto chamado Pixel Trade, oferecendo o próprio trabalho para empresas, serviços e pessoas físicas do mundo inteiro. O preço? Comida e um lugar para dormir.
Após quase três anos, Shantanu já passou por cinco continentes e realizou 185 “trocas”, como ele chama os trabalhos. Atualmente ele está na Irlanda e, até agora, diz que não gastou um centavo com a iniciativa. Conforme o projeto se desenvolvia, porém, mudar-se rapidamente de um lugar para o outro deixou de ser o principal motivador.
“No começo, era incrivelmente excitante e estimulante. Com o passar dos meses, entretanto, eu me peguei apreciando os lugares por onde eu passava por um período maior”, explica o fotógrafo. “Eu costumava sonhar em viajar o tempo todo, mas hoje eu gosto de me estabelecer por mais tempo. Faz as coisas ficarem em equilíbrio.”
Crédito:
O australiano Shantanu Starick viaja o mundo por meio de "trocas"
Segundo Shantanu, as trocas não envolvem a mínima quantidade de dinheiro. O responsável por contratar seus serviços como fotógrafo custeia a hospedagem e, no caso de uma mudança de um país para outro, a passagem de avião. Sem obter lucros e sem qualquer outro gasto, o fotógrafo afirma que questões financeiras “simplesmente não existem”.
Para quem sonha com uma vida viajando pelo mundo, Shantanu alerta: “O lado ruim é que te deixa completamente esgotado. Pode afetar sua criatividade e te deixar louco se não for cuidadoso. Pessoalmente, afeta meus níveis de energia e paciência. É importante ter um pouco de tempo para mim mesmo. De outro modo, acho que pareço um zumbi para os outros”, diz.
Mas, por outro lado, a constante mudança também traz benefícios. Shantanu diz que hoje é muito mais “alerta” e consegue enxergar coisas que os habitantes locais de seus destinos não enxergam. “O que, eu acho, é também a razão pela qual eu fico tão exausto”, completa. Mas, ainda assim, mesmo sem lucros ou um “plano de carreira”, o projeto compensa.
“A melhor parte é poder fotografar tantos assuntos diferentes para tantos tipos diferentes de pessoas e empresas. Tenho muito interesse em diversas coisas, não em especializar-me em uma só. As relações que estabeleço em minhas trocas são amizades, então eu tenho uma quantidade incrível de amigos espalhados pelo mundo. É o que eu sempre quis fazer”, finaliza o fotógrafo.
Já está no ar o especial "O turismo em pauta no Brasil". Para acessar e ler o conteúdo completo, .

O australiano Shantanu Starick decidiu que queria viajar e fotografar o mundo “sem a distração do dinheiro”. Por isso, ele montou um projeto chamado Pixel Trade, oferecendo o próprio trabalho para empresas, serviços e pessoas físicas do mundo inteiro. O preço? Comida e um lugar para dormir.
Após quase três anos, Shantanu já passou por cinco continentes e realizou 185 “trocas”, como ele chama os trabalhos. Atualmente ele está na Irlanda e, até agora, diz que não gastou um centavo com a iniciativa. Conforme o projeto se desenvolvia, porém, mudar-se rapidamente de um lugar para o outro deixou de ser o principal motivador.
“No começo, era incrivelmente excitante e estimulante. Com o passar dos meses, entretanto, eu me peguei apreciando os lugares por onde eu passava por um período maior”, explica o fotógrafo. “Eu costumava sonhar em viajar o tempo todo, mas hoje eu gosto de me estabelecer por mais tempo. Faz as coisas ficarem em equilíbrio.”
Crédito:
O australiano Shantanu Starick viaja o mundo por meio de "trocas" Segundo Shantanu, as trocas não envolvem a mínima quantidade de dinheiro. O responsável por contratar seus serviços como fotógrafo custeia a hospedagem e, no caso de uma mudança de um país para outro, a passagem de avião. Sem obter lucros e sem qualquer outro gasto, o fotógrafo afirma que questões financeiras “simplesmente não existem”.
Para quem sonha com uma vida viajando pelo mundo, Shantanu alerta: “O lado ruim é que te deixa completamente esgotado. Pode afetar sua criatividade e te deixar louco se não for cuidadoso. Pessoalmente, afeta meus níveis de energia e paciência. É importante ter um pouco de tempo para mim mesmo. De outro modo, acho que pareço um zumbi para os outros”, diz.
Mas, por outro lado, a constante mudança também traz benefícios. Shantanu diz que hoje é muito mais “alerta” e consegue enxergar coisas que os habitantes locais de seus destinos não enxergam. “O que, eu acho, é também a razão pela qual eu fico tão exausto”, completa. Mas, ainda assim, mesmo sem lucros ou um “plano de carreira”, o projeto compensa.
“A melhor parte é poder fotografar tantos assuntos diferentes para tantos tipos diferentes de pessoas e empresas. Tenho muito interesse em diversas coisas, não em especializar-me em uma só. As relações que estabeleço em minhas trocas são amizades, então eu tenho uma quantidade incrível de amigos espalhados pelo mundo. É o que eu sempre quis fazer”, finaliza o fotógrafo.
Já está no ar o especial "O turismo em pauta no Brasil". Para acessar e ler o conteúdo completo, .






