Fotógrafo que ficou cego por bala de borracha da PM processa o Estado de SP
O fotógrafo Sérgio Andrade da Silva, ex-freelancer da agência Futura Press, entrou com uma ação indenizatória contra o Estado de São Paulo por ter perdido a visão do olho esquerdo, após ser atingido por uma bala de borracha de um policial militar enquanto cobria manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público, em 13 de julho deste ano.
Atualizado em 11/10/2013 às 15:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Fotógrafo pede indenização de R$ 1,2 milhão ao Estado por ficar cego
De acordo com o Conjur, o repórter fotográfico pede R$ 1,2 milhão de indenização por danos morais, materiais e estéticos causados por ato ilícito praticado por agente do Estado.
A petição aponta que as balas de borracha podem levar à morte se utilizadas de forma equivocada. Para o advogado, “há, ao menos, imprudência, pois não caberia atribuir imperícia a um agente estatal exaustivamente treinado”.
A peça também inclui a declaração do comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, Benedito Roberto Meira, de que o ferimento sofrido pelo fotógrafo é decorrente dos “riscos da profissão”, inerentes à cobertura jornalística de manifestações.
Ainda segundo a petição, o ato da Polícia Militar foi ao menos imprudente e a situação se agrava porque não houve prestação de socorro ao fotógrafo, que chegou ao hospital 40 minutos após ser baleado, tendo caminhado parte do trajeto e sendo ajudado por terceiros.





