Fotógrafo diz que vítima atacada por policial com spray de pimenta no RJ não reagiu
Um vídeo gravado pelo fotógrafo Gustavo Oliveira, que estava a trabalho para uma agência na cobertura dos protestos contra o aumento das tarifas de transporte público, no Rio de Janeiro, mostra Policiais do Batalhão de Choque atacando uma mulher com spray de pimenta.
Atualizado em 20/06/2013 às 13:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Segundo ele, a mulher estaria sozinha enquanto passava pela Praça Quinze, no centro da cidade; permaneceu parada após receber chamados dos policiais; e parecia estar caminhando em direção contrária ao ato.
Crédito:Reprodução Fotógrafo denunciou ação da polícia contra mulher no RJ
De acordo com O Globo , em um primeiro momento, o fotógrafo pensou até que ela fosse estrangeira. “Eu até achei que ela nem era brasileira, porque ela não teria entendido o comado deles de ‘volta, volta, volta’. Eles já vieram na Primeiro de Março dando o comando. Até onde vi, ela vinha no movimento contrário à manifestação. E parou. Na hora do disparo, eu continuei gravando. O cheiro estava muito forte, tive que sair dali”, afirmou Oliveira, que chegou a pedir água a um ambulante que também estava “sufocado”.
Questionado se ele teria visto algum motivo para a ação dos policiais, ele disse que não ouviu nenhuma reação por parte da vítima: “Onde eu estava, até porque eu estava em posição de defesa, não consegui ver nenhuma reação da mulher. Da chegada deles à mulher até o disparo foi muito rápido. Ela é mediana, magra. E foi parada por dois policiais grandes. Não tinha como ela avançar. Como eu não estava muito perto, não sei se eventualmente ela falou algo para ofendê-los”, explicou.
Oliveira contou que, após o incidente, ele e outros fotógrafos e cinegrafistas fizeram um caminho alternativo, passando pelo Arco do Teles, e que, depois, chegaram a ver a vítima andando na Praça Quinze, no sentido oposto ao movimento.
Como um exemplo de abuso de autoridade em meio à manifestação, o fotógrafo citou o uso de armas de fogo por policiais. “Eu estava em frente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) quando atiraram (com armas de fogo). Voltei e me abriguei, não sabia de onde partiam os tiros. Mas, na maioria dos enfrentamentos que vi, o contingente de policiais estava em desvantagem e agiam como defesa”.
A Polícia Militar afirmou que o policial do Batalhão de Choque flagrado agiu com excesso ao atacar a mulher com spray de pimenta. O coronel Frederico Caldas, porta-voz da PM, comentou a ação, que foi mostrada na imagem do fotógrafo Victor R. Caivano em entrevista ao “Bom Dia Rio”, da TV Globo, na última quarta-feira (19/6).
Assista ao vídeo:
Crédito:Reprodução Fotógrafo denunciou ação da polícia contra mulher no RJ
De acordo com O Globo , em um primeiro momento, o fotógrafo pensou até que ela fosse estrangeira. “Eu até achei que ela nem era brasileira, porque ela não teria entendido o comado deles de ‘volta, volta, volta’. Eles já vieram na Primeiro de Março dando o comando. Até onde vi, ela vinha no movimento contrário à manifestação. E parou. Na hora do disparo, eu continuei gravando. O cheiro estava muito forte, tive que sair dali”, afirmou Oliveira, que chegou a pedir água a um ambulante que também estava “sufocado”.
Questionado se ele teria visto algum motivo para a ação dos policiais, ele disse que não ouviu nenhuma reação por parte da vítima: “Onde eu estava, até porque eu estava em posição de defesa, não consegui ver nenhuma reação da mulher. Da chegada deles à mulher até o disparo foi muito rápido. Ela é mediana, magra. E foi parada por dois policiais grandes. Não tinha como ela avançar. Como eu não estava muito perto, não sei se eventualmente ela falou algo para ofendê-los”, explicou.
Oliveira contou que, após o incidente, ele e outros fotógrafos e cinegrafistas fizeram um caminho alternativo, passando pelo Arco do Teles, e que, depois, chegaram a ver a vítima andando na Praça Quinze, no sentido oposto ao movimento.
Como um exemplo de abuso de autoridade em meio à manifestação, o fotógrafo citou o uso de armas de fogo por policiais. “Eu estava em frente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) quando atiraram (com armas de fogo). Voltei e me abriguei, não sabia de onde partiam os tiros. Mas, na maioria dos enfrentamentos que vi, o contingente de policiais estava em desvantagem e agiam como defesa”.
A Polícia Militar afirmou que o policial do Batalhão de Choque flagrado agiu com excesso ao atacar a mulher com spray de pimenta. O coronel Frederico Caldas, porta-voz da PM, comentou a ação, que foi mostrada na imagem do fotógrafo Victor R. Caivano em entrevista ao “Bom Dia Rio”, da TV Globo, na última quarta-feira (19/6).
Assista ao vídeo:





