Fotógrafo da AP é agredido por seguranças durante carreata de Aécio Neves em SP
Sindicato dos Jornalistas de São Paulo repudia ato. André Penner (AFP) foi atingido por três homens durante carreata em Taboão da Serra (SP)
Atualizado em 26/09/2014 às 15:09, por
Christh Lopes* e Lucas Carvalho*.
O repórter fotográfico da agência de notícias Associated Press (AP), André Penner, foi agredido por seguranças e teve sua câmera fotográfica roubada na manhã desta sexta-feira (26/9). O profissional acompanhava uma carreata do presidenciável Aécio Neves (PSDB) quando sofreu o ataque.
Crédito:Reprodução/Facebook Fotógrafo da AP foi espancado e teve câmera roubada em evento da campanha de Aécio Neves
Segundo a Folha de S.Paulo , Penner foi cercado por um grupo de seguranças e agredido com socos na cabeça e chutes. Ele teria chegado a cair no chão e foi prensado contra um carro que estava estacionado. Os golpes pararam apenas quando militantes, fotógrafos e jornalistas apareceram para apartaram a confusão. "Fui agredido, fui espancado pelos seguranças da campanha", relatou.
Após o tumulto, os homens disseram que o repórter "caiu sozinho" e ameaçaram os profissionais de imprensa que acompanhavam o ato de campanha tucano. De acordo com o jornal O Globo , o incidente ocorreu a poucos metros de Aécio Neves e do governador Geraldo Alckmin. Questionado, o prefeito da cidade afirma que Penner teria dado um golpe na cabeça de um rapaz e iniciado a briga.
“Sabe o que acontece, estava muito tumulto. As pessoas estavam querendo chegar perto do Geraldo (Alckmin) e do Aécio (Neves), então isso acaba acontecendo”, justificou Fernando Fernandes, prefeito de Taboão da Serra (SP). O repórter nega ter agredido alguém e disse que registraria um Boletim de Ocorrência ainda hoje. Ao deixar o local, a equipe do jornal viu cerca de dez homens rindo e festejando o ataque ao fotógrafo.
Um dos homens teria dito que seu colega já estava pronto para lutar MMA – sigla em inglês para definir o esporte chamado Artes Marciais Mistas. Em , o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) repudiou o ato e “se coloca à disposição do profissional de imprensa e espera que as autoridades tomem as providências necessárias, como a localização do equipamento de trabalho do repórter, assim como a identificação dos agressores”.
“É inconcebível que diante dos olhos do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, responsável maior pela segurança no Estado, ocorram episódios lamentáveis como este do Taboão da Serra”, acrescenta.
Procurada, a campanha do candidato do PSDB, Aécio Neves, disse que os agressores não têm ligação com o comitê, já que a segurança do presidenciável é feita pela Policia Federal. “Fui agredido. Me levaram para um canto e minha câmera desapareceu", disse o repórter ao Estadão .
À IMPRENSA, uma representante da AP informou que a agência entrou em contato com Penner e que ele declarou estar bem e que não quer comentar o caso.
Assista ao .
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Reprodução/Facebook Fotógrafo da AP foi espancado e teve câmera roubada em evento da campanha de Aécio Neves
Segundo a Folha de S.Paulo , Penner foi cercado por um grupo de seguranças e agredido com socos na cabeça e chutes. Ele teria chegado a cair no chão e foi prensado contra um carro que estava estacionado. Os golpes pararam apenas quando militantes, fotógrafos e jornalistas apareceram para apartaram a confusão. "Fui agredido, fui espancado pelos seguranças da campanha", relatou.
Após o tumulto, os homens disseram que o repórter "caiu sozinho" e ameaçaram os profissionais de imprensa que acompanhavam o ato de campanha tucano. De acordo com o jornal O Globo , o incidente ocorreu a poucos metros de Aécio Neves e do governador Geraldo Alckmin. Questionado, o prefeito da cidade afirma que Penner teria dado um golpe na cabeça de um rapaz e iniciado a briga.
“Sabe o que acontece, estava muito tumulto. As pessoas estavam querendo chegar perto do Geraldo (Alckmin) e do Aécio (Neves), então isso acaba acontecendo”, justificou Fernando Fernandes, prefeito de Taboão da Serra (SP). O repórter nega ter agredido alguém e disse que registraria um Boletim de Ocorrência ainda hoje. Ao deixar o local, a equipe do jornal viu cerca de dez homens rindo e festejando o ataque ao fotógrafo.
Um dos homens teria dito que seu colega já estava pronto para lutar MMA – sigla em inglês para definir o esporte chamado Artes Marciais Mistas. Em , o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) repudiou o ato e “se coloca à disposição do profissional de imprensa e espera que as autoridades tomem as providências necessárias, como a localização do equipamento de trabalho do repórter, assim como a identificação dos agressores”.
“É inconcebível que diante dos olhos do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, responsável maior pela segurança no Estado, ocorram episódios lamentáveis como este do Taboão da Serra”, acrescenta.
Procurada, a campanha do candidato do PSDB, Aécio Neves, disse que os agressores não têm ligação com o comitê, já que a segurança do presidenciável é feita pela Policia Federal. “Fui agredido. Me levaram para um canto e minha câmera desapareceu", disse o repórter ao Estadão .
À IMPRENSA, uma representante da AP informou que a agência entrou em contato com Penner e que ele declarou estar bem e que não quer comentar o caso.
Assista ao .
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





