Fotógrafo catalão tem material de trabalho apreendido por registrar ato popular
Fotógrafo catalão tem material de trabalho apreendido por registrar ato popular
O fotógrafo catalão Jordi Ribot foi obrigado a entregar às autoridades imagens de uma manifestação, ocorrida em Girona, onde imagens dos reis da Espanha foram queimadas. Caso não entregasse o material, o profissional corria o risco de ser condenado por "delito grave de desobediência à justiça".
Ribot não foi o autor das fotografias, mas foi instado a testemunhar perante a Audiência Nacional no âmbito do caso por ser o dono da empresa para a qual as imagens da manifestação foram captadas. Ao obrigá-lo a testemunhar, as autoridades pretendiam que o profissional ajudasse a identificar os participantes do ato.
Para o Sindicato de Jornalistas da Catalunha (SPC), o recolhimento das imagens e a coação para o testemunho são "inadmissível em uma sociedade democrática porque não cabe aos jornalistas fazer o trabalho que corresponde aos corpos de segurança do Estado, mas antes trabalhar para o direito à informação dos cidadãos".
O Sindicato ressaltou ainda que o caso pode levar a uma censura prévia dos jornalistas e órgãos de comunicação e colocar em risco os jornalistas em situações similares futuras, uma vez que os participantes dos atos que desafiam a lei podem encarar os repórteres "mais como policiais do que como profissionais da informação".






