Fotografar a cidade é a paixão de Samuca, o fotógrafo que detesta imagens óbvias

Fotografar a cidade é a paixão de Samuca, o fotógrafo que detesta imagens óbvias

Atualizado em 27/03/2008 às 17:03, por Marina Dias/Redação Portal IMPRENSA.

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Samuca diz que nunca leva uma máquina fotográfica à tira colo. "Quando vou fotografar meu trabalho pessoal, uma atividade exclusiva e concentrada, escolho os dias e as horas que a luz natural é melhor para o trabalho, uma cumplicidade com a natureza".

Samuca

Salomon Cytrynowicz prefere ser chamado de Samuca e além de fotógrafo, é professor de fotojornalismo da PUC-SP. "O mais interessante de dar aula é a convivência com a meninada num ambiente sempre dinâmico e polêmico, rejuvenesce o espírito. Do lado dos alunos, minha esperança é contribuir com a 'alfabetização' visual, imagética, tão negligenciada na formação básica voltada para fabricar vestibulandos".

Samuca

Foi também no fotojornalismo que Samuca iniciou sua carreira. Quando era adolescente, participou de uma colônia de férias que tinha um laboratório fotográfico e ficou fascinado com o processo. "Aquela coisa de ver a imagem aparecer numa banheira de líquido". Virou profissional aos 20 anos, como fotojornalista em Brasília.

Samuca

No início de sua carreira, seu maior interesse era retratar o jornalismo e a documentação em preto e branco, mas atualmente faz uma fotografia mais urbana e colorida. "Minha motivação é documental, e vem das cidades, da paisagem urbana. A inspiração atual- se é que isso existe - acho que vem da maravilha visual que é a percepção do universo das cores".

Samuca

Ainda assim, o fotógrafo acredita que as imagens que mais intrigam e instigam o espectador e permitem sucessivas e múltiplas leituras ao longo do tempo são as que mais o divertem. Por outro lado, "o que me irrita é exatamente o oposto: a enxurrada de imagens óbvias, repetitivas e redundantes entre si, que povoam as publicações e sites na internet", finaliza.