Fotografar a cidade é a paixão de Samuca, o fotógrafo que detesta imagens óbvias
Fotografar a cidade é a paixão de Samuca, o fotógrafo que detesta imagens óbvias
Samuca diz que nunca leva uma máquina fotográfica à tira colo. "Quando vou fotografar meu trabalho pessoal, uma atividade exclusiva e concentrada, escolho os dias e as horas que a luz natural é melhor para o trabalho, uma cumplicidade com a natureza".
| Samuca |
Salomon Cytrynowicz prefere ser chamado de Samuca e além de fotógrafo, é professor de fotojornalismo da PUC-SP. "O mais interessante de dar aula é a convivência com a meninada num ambiente sempre dinâmico e polêmico, rejuvenesce o espírito. Do lado dos alunos, minha esperança é contribuir com a 'alfabetização' visual, imagética, tão negligenciada na formação básica voltada para fabricar vestibulandos".
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Foi também no fotojornalismo que Samuca iniciou sua carreira. Quando era adolescente, participou de uma colônia de férias que tinha um laboratório fotográfico e ficou fascinado com o processo. "Aquela coisa de ver a imagem aparecer numa banheira de líquido". Virou profissional aos 20 anos, como fotojornalista em Brasília.
| Samuca |
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No início de sua carreira, seu maior interesse era retratar o jornalismo e a documentação em preto e branco, mas atualmente faz uma fotografia mais urbana e colorida. "Minha motivação é documental, e vem das cidades, da paisagem urbana. A inspiração atual- se é que isso existe - acho que vem da maravilha visual que é a percepção do universo das cores".
| Samuca |
Ainda assim, o fotógrafo acredita que as imagens que mais intrigam e instigam o espectador e permitem sucessivas e múltiplas leituras ao longo do tempo são as que mais o divertem. Por outro lado, "o que me irrita é exatamente o oposto: a enxurrada de imagens óbvias, repetitivas e redundantes entre si, que povoam as publicações e sites na internet", finaliza.






