Fotógrafa tcheca relata experiência na cobertura de combates contra o EI em Mossul
A fotógrafa tcheca Jana Andert acompanha, há quase seis meses, os combates contra o grupo radical Estado Islâmico (EI) na região de Mossul, segunda maior cidade iraquiana.
Atualizado em 12/12/2016 às 17:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Em entrevista à BBC, ela contou como deixou os estúdios de fotografia do mundo da moda e da publicidade para cobrir a ofensiva.
Crédito:Reprodução/Facebook
"As vezes tenho medo, claro. É natural ter medo quando você sabe que pode ser morta a qualquer momento", diz. "Mas o medo também me mantém concentrada e alerta", acrescenta Jana, de 33 anos.
Há pouco mais de um ano, a profissional esteve pela primeira vez no norte do Iraque para acompanhar a situação dos refugiados sírios. "Foi a minha primeira vez numa zona de conflito. Vi como a vida é difícil na guerra e que existem muitas histórias a serem contadas e registradas".
Jana, que também estudou psicologia, trabalhou durante quatro anos como fotógrafa de moda e publicidade, com vários estilistas e empresas, mas decidiu se afastar do conforto dos estúdios. Segundo ela, foi na convivência com militares curdos que descobriu a face feminina da guerra contra o Estado Islâmico. Em quase cinco meses que passou no no front dos peshmerga, ao sul de Mossul, ouviu falar sobre as jovens iranianas que lutam pelo Partido Azadi do Curdistão (PAK).
O PAK é um partido político que luta pela unificação do Curdistão, uma região autônoma do Iraque e que fraz fronteira com Irã, Turquia e Síria. A sigla unidades armadas de combatentes no Irã e no Iraque. Peshmerga é uma palavra curda que significa "aquele que enfrenta a morte", e essas unidades são conhecidas como "Falcões da Liberdade do Curdistão".
A fotógrafa conseguiu permissão do PAK para se aproximar das jovens e relatar o cotidiano delas. De acordo com Jana, há cerca de 50 garotas peshmerga, e a maioria tem no máximo 20 anos. Parte delas fica em Kirkuk e parte nas montanhas de Bashiqa, cidade que foi tomada do EI há cerca de três semanas.
As meninas vivem em duas casas abandonadas pela população. "A casa delas é, na verdade, a frente de batalha. Elas são muito unidas e cuidam umas das outras", relata. Elas são vistas como iguais pelos soldados curdos e peshmergas, mas despertam pavor entre os combatentes do EI.
Os militantes do grupo radical acreditam que, se forem mortos por uma mulher, não irão para o paraíso, ao encontro de dezenas de virgens, o que acreditam ser a recompensa para quem morre em "guerras santas", mas serão amaldiçoados e acabarão no inferno.
Crédito:Reprodução/Facebook
"As vezes tenho medo, claro. É natural ter medo quando você sabe que pode ser morta a qualquer momento", diz. "Mas o medo também me mantém concentrada e alerta", acrescenta Jana, de 33 anos.
Há pouco mais de um ano, a profissional esteve pela primeira vez no norte do Iraque para acompanhar a situação dos refugiados sírios. "Foi a minha primeira vez numa zona de conflito. Vi como a vida é difícil na guerra e que existem muitas histórias a serem contadas e registradas".
Jana, que também estudou psicologia, trabalhou durante quatro anos como fotógrafa de moda e publicidade, com vários estilistas e empresas, mas decidiu se afastar do conforto dos estúdios. Segundo ela, foi na convivência com militares curdos que descobriu a face feminina da guerra contra o Estado Islâmico. Em quase cinco meses que passou no no front dos peshmerga, ao sul de Mossul, ouviu falar sobre as jovens iranianas que lutam pelo Partido Azadi do Curdistão (PAK).
O PAK é um partido político que luta pela unificação do Curdistão, uma região autônoma do Iraque e que fraz fronteira com Irã, Turquia e Síria. A sigla unidades armadas de combatentes no Irã e no Iraque. Peshmerga é uma palavra curda que significa "aquele que enfrenta a morte", e essas unidades são conhecidas como "Falcões da Liberdade do Curdistão".
A fotógrafa conseguiu permissão do PAK para se aproximar das jovens e relatar o cotidiano delas. De acordo com Jana, há cerca de 50 garotas peshmerga, e a maioria tem no máximo 20 anos. Parte delas fica em Kirkuk e parte nas montanhas de Bashiqa, cidade que foi tomada do EI há cerca de três semanas.
As meninas vivem em duas casas abandonadas pela população. "A casa delas é, na verdade, a frente de batalha. Elas são muito unidas e cuidam umas das outras", relata. Elas são vistas como iguais pelos soldados curdos e peshmergas, mas despertam pavor entre os combatentes do EI.
Os militantes do grupo radical acreditam que, se forem mortos por uma mulher, não irão para o paraíso, ao encontro de dezenas de virgens, o que acreditam ser a recompensa para quem morre em "guerras santas", mas serão amaldiçoados e acabarão no inferno.





