Fotógrafa do Zero Hora é agredida por PM durante cobertura de manifestação
Isadora Neumann, fotojornalista do diário gaúcho Zero Hora, foi agredida na noite de terça-feira (12), por soldados da Polícia Militar enquanto acompanhava a manifestação contra o fechamento da exposição “Queermuseu”, no Santander Cultural.
Atualizado em 13/09/2017 às 10:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
A informação é do colunista Humberto Trezzi. Crédito:Divulgação Zero Hora “Não carregava pedras, apenas máquina fotográfica. Ela estava a trabalho, não praticou agressão. Fez o que todo repórter faz: documentou. Estava identificada. Mesmo assim, ao filmar a prisão de dois manifestantes, foi atingida no rosto por spray de gás de pimenta disparado por um PM de um Pelotão de Choque. O militar agiu de propósito. Viu que ela era fotógrafa e mesmo assim caminhou até ela e borrifou o gás. Abuso de autoridade”, acusa Trezzi.
Ainda de acordo com o colunista não é a primeira vez em que repórteres, no Rio Grande do Sul, são agredidos por policiais durante cobertura de manifestações. “Tem se tornado demasiado frequente. Falta orientação para diferenciar quem é parte ativa num confronto e quem documenta as coisas? Ou é proposital a agressão aos repórteres, para que deixem de cumprir seu trabalho? Parece que, na falta de boas notícias, alguns servidores públicos decidiram agredir o mensageiro. Não vai funcionar. Nunca funcionou. Sempre haverá uma câmera, um gravador e uma caneta. Do cidadão ou do profissional”, concluiu.
Queermuseu
A exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileir", estava em cartaz desde agosto no Santander Cultural, em Porto Alegre. Após uma onda de protestos nas redes sociais, a exposição foi cancelada no domingo (10). Os protestos acusavam que a exposição promovia blasfêmia contra símbolos religiosos e também apologia à zoofilia e pedofilia.
O curador da exposição, Gaudêncio Fidelis, diz ter sido pego de surpresa com a notícia. "Já fiz duas bienais do Mercosul, nunca tinha visto algo parecido. As manifestações foram muito organizadas e se debruçaram sobre algumas obras muito específicas, que não dão a verdadeira dimensão da exposição. Esses grupos [de críticos] mostraram uma rapidez em distorcer o conteúdo, que não é ofensivo", disse ao jornal O Globo.
A mostra reunia 270 trabalhos de 85 artistas que abordavam a temática LGBT, questões de gênero e de diversidade sexual. As obras são assinadas por nomes como Adriana Varejão, Cândido Portinari, Fernando Baril, Hudinilson Jr., Lygia Clark, Leonilson e Yuri Firmesa.
Nas redes sociais, as manifestações foram lideradas principalmente pelo Movimento Brasil Livre (MBL), que pediu o encerramento da exposição e pregou ainda um boicote ao banco Santander. Além do MBL, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. (PSDB) também se manifestou dizendo que as obras exibiam "imagens de zoofilia e pedofilia".
Após dois dias de forte repercussão o Banco Santander, que em um primeiro momento se manifestou a favor da exposição, cedeu às pressões dos críticos com medo de boicote e de ferir a imagem da instituição.
Na terça-feira (12), promotores do Ministério Público do Rio Grande do Sul estiveram no Santander Cultural para conferir as obras e afirmaram que não havia promoção de pedofilia, sexualização de crianças ou zoofilia.
"Fomos examinar in loco , ver realmente quais obras que teriam conteúdo de pedofilia. Verificamos as obras e não há pedofilia. O que existe são algumas imagens que podem caracterizar cenas de sexo explícito. Do ponto de vista criminal, não vi nada", afirmou o promotor da Infância e da Juventude de Porto Alegre, Julio Almeida ao Portal G1.
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Ainda de acordo com o colunista não é a primeira vez em que repórteres, no Rio Grande do Sul, são agredidos por policiais durante cobertura de manifestações. “Tem se tornado demasiado frequente. Falta orientação para diferenciar quem é parte ativa num confronto e quem documenta as coisas? Ou é proposital a agressão aos repórteres, para que deixem de cumprir seu trabalho? Parece que, na falta de boas notícias, alguns servidores públicos decidiram agredir o mensageiro. Não vai funcionar. Nunca funcionou. Sempre haverá uma câmera, um gravador e uma caneta. Do cidadão ou do profissional”, concluiu.
Queermuseu
A exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileir", estava em cartaz desde agosto no Santander Cultural, em Porto Alegre. Após uma onda de protestos nas redes sociais, a exposição foi cancelada no domingo (10). Os protestos acusavam que a exposição promovia blasfêmia contra símbolos religiosos e também apologia à zoofilia e pedofilia.
O curador da exposição, Gaudêncio Fidelis, diz ter sido pego de surpresa com a notícia. "Já fiz duas bienais do Mercosul, nunca tinha visto algo parecido. As manifestações foram muito organizadas e se debruçaram sobre algumas obras muito específicas, que não dão a verdadeira dimensão da exposição. Esses grupos [de críticos] mostraram uma rapidez em distorcer o conteúdo, que não é ofensivo", disse ao jornal O Globo.
A mostra reunia 270 trabalhos de 85 artistas que abordavam a temática LGBT, questões de gênero e de diversidade sexual. As obras são assinadas por nomes como Adriana Varejão, Cândido Portinari, Fernando Baril, Hudinilson Jr., Lygia Clark, Leonilson e Yuri Firmesa.
Nas redes sociais, as manifestações foram lideradas principalmente pelo Movimento Brasil Livre (MBL), que pediu o encerramento da exposição e pregou ainda um boicote ao banco Santander. Além do MBL, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. (PSDB) também se manifestou dizendo que as obras exibiam "imagens de zoofilia e pedofilia".
Após dois dias de forte repercussão o Banco Santander, que em um primeiro momento se manifestou a favor da exposição, cedeu às pressões dos críticos com medo de boicote e de ferir a imagem da instituição.
Na terça-feira (12), promotores do Ministério Público do Rio Grande do Sul estiveram no Santander Cultural para conferir as obras e afirmaram que não havia promoção de pedofilia, sexualização de crianças ou zoofilia.
"Fomos examinar in loco , ver realmente quais obras que teriam conteúdo de pedofilia. Verificamos as obras e não há pedofilia. O que existe são algumas imagens que podem caracterizar cenas de sexo explícito. Do ponto de vista criminal, não vi nada", afirmou o promotor da Infância e da Juventude de Porto Alegre, Julio Almeida ao Portal G1.
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