Fotógrafa baiana é liberada; sindicato descreve ação da PM

A fotógrafa do jornal Correio da Bahia, Marina Silva, detida pela Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (11), quando cobria a morte dosargento Fábio Nascimento Cintra, no bairro Tancredo Neves, em Salvador (BA), passou a tarde no 11º Distrito Policial prestando depoimento.

Atualizado em 11/08/2011 às 19:08, por Marion Dória.

Ela disse ao Portal IMPRENSA que o documento da oitiva será levado à Justiça.


Marina contou que tudo começou após pedir para os policiais virarem os rostos para que pudesse fazer uma foto. "O policial decretou voz de prisão, alegando que eu o tinha xingado. Tentei conversar, mas ele, exaltado, me segurou pelo braço e me levou para a viatura".


Segundo ela, um boletim de ocorrência por desacato foi registrado pela autoridade policial. Ela prestou depoimento por duas horas e foi liberada. "Tentei agir de forma correta e me prejudiquei. Ele [policial que a deteve] foi extremamente agressivo comigo, sem necessidade".


A presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), Marjorie Moura, divulgou nota à imprensa, afirmando que um policial "deu um tapa" na câmera da profissional, que levantou a máquina para o alto. "O PM torceu o braço de Marina Silva, que gritou de dor. Ele a soltou e agarrou pela gola da camisa, puxando-a na direção da viatura. Ela pediu que a soltasse, foi atendida, mas entrou na viatura", ressaltou a sindicalista.


A Secretaria da Segurança Pública (SSP) da Bahia garantiu, também por meio de nota, que será apurado se houve excesso na condução e custódia da jornalista.


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