Fórum internacional de mídias pública no Brasil discute TV interessante para o telespectador

Nos dias 29 e 30 de agosto, acontece em Brasília o IV Fórum Internacional de "Mídias Públicas – Sustentabilidade, inclusão e a nova rea

Atualizado em 28/08/2013 às 16:08, por Camilla Demario.

Fórum internacional de mídias pública no Brasil discute TV interessante para o telespectador

Nos dias 29 e 30 de agosto, acontece em Brasília o IV Fórum Internacional de "Mídias Públicas – Sustentabilidade, inclusão e a nova realidade latino-americana". Trata-se de encontro com especialistas de toda a América Latina sobre o papel das mídias públicas e os caminhos que se apresentam no futuro próximo. Entre os participantes estão o diretor do Canal 7 da Argentina, Martín Bonavetti; a diretora da Once TV, México, Enriqueta Cabrera; o diretor da Telemedellín, Colômbia, Wladir Ochoa; a representante da Corporation for Public Broadcasting, dos Estados Unidos, Patrícia Alvarado; o secretário de Comunicações da Presidência de El Salvador, David Rivas.


Crédito:Divulgação Sérgio Jellinek, do Banco Mundial, fala sobre o IV Fórum Internacional de Mídias Públicas
Com apoio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e o Banco Mundial, o fórum quer ampliar o debate sobre a democratização e o desenvolvimento tecnológico dos meios de comunicação públicos. IMPRENSA conversou com o gerente de Relações Exteriores do Banco Mundial para América Latina e Caribe, Sérgio Jellinek, sobre as expectativas do evento. Confira:

IMPRENSA - Qual a motivação do Banco Mundial em participar do evento?
Sérgio Jellinek - O Banco vem participando do debate das estruturas da mídia na América Latina há alguns anos. Este é o quarto fórum que a entidade organiza com a EBC, com apoio do governo. Neste debate nós pensamos que a expansão da liberdade de imprensa na sociedade, com a participação de mais vozes que possam falar, trazer opiniões, junto com expansão da TV digital terrestre, que abre novas opções de frequência para novos atores da sociedade, tem a possibilidade de democratizar o sistema da mídia e completar a democratização política, econômica e social de toda a América Latina. Para o Banco Mundial, a participação do cidadão nas tomadas de decisões é muito importante porque traz um componente fundamental da participação do desenvolvimento das políticas públicas.

Para o Banco Mundial, qual a relação entre mídias públicas e sustentabilidade? Acho que a mídia pública teve um renascimento na última década. Existe um modelo como a televisão chilena, por exemplo, que aceita publicidade para operar, mas tem críticos que dizem que é uma televisão pública muito comercial, só que ela é sustentável economicamente. Depois tem outros modelos que estão mais voltados para complementar o que a televisão comercial não passa, porque a televisão comercial tem uma lógica baseada no mercado. Acho que a televisão pública tem que ter público, não pode ser uma televisão confidencial (risos). Então agora existe uma esforço para tornar a televisão pública divertida, que tão pouco tem que ser um porta-voz do governo para tudo, tem que ter maior independência. Na Europa, no Japão já é assim.

Hoje existe uma discussão forte sobre o futuro da televisão, uma vez que as novas gerações assistem a seus programas favoritos na internet, criando a sua própria grade de programação. Quais os desafios da televisão pública para o futuro? Você vai ter TV no futuro, mas não sei de onde, pode ser no telefone, não? No final do dia, quem decide o que vai ver é o consumidor, então acho que a televisão pública tem que acompanhar o desenvolvimento tecnológico – estar pensando hoje em dia deveria estar pensando como ela pode chegar ao telefone. Nós trabalhamos com um pequeno projeto com a televisão pública no Brasil, em João Pessoa, e que vai ser apresentado no Fórum, de televisão interativa com internet digital que traz todos os serviços que o Estado pode providenciar, como Banco do Brasil, como tirar RG, arranjar emprego etc., e o impacto desta atividade foi muito boa. Então é possível que a televisão pública também tenha essa função de chegar a uma população não necessariamente pela televisão, mas pela internet e com a interação do telespectador.

Quais expectativas para esta edição do Fórum realizado no Brasil? Esse é um fórum que não discute apenas a televisão pública, discute também o sistema de mídia. Participarão representantes de diversos pontos de vista. Eu vejo que é muito positivo contar com uma plataforma tão ampla – muitas vezes o debate tende a ser muito radical e nós queremos favorecer um diálogo em que todos participam.
Com edições já realizadas no Uruguai, Paraguai e El Salvador, o IV Fórum Internacional de Mídias Públicas é aberto ao público e as inscrições podem ser feitas por meio do e-mail: .
IV Fórum Internacional de Mídias Públicas – Sustentabilidade, inclusão e a nova realidade latino-americana Local: Espaço Cultural da EBC Edifício Venâncio 2000 - Setor Comercial Sul, Quatro 08 Bloco B-60, Primeiro Piso inferior Brasília, Brasil Data: 29 e 30 de agosto
Inscrições gratuitas