Fornecedor com data de vencimento
Fornecedor com data de vencimento
Atualizado em 25/02/2010 às 19:02, por
Lucia Faria.
Já ouvi de alguns empresários que, de tempos em tempos, é preciso trocar a assessoria de comunicação. A última vez foi bem recentemente, em uma reunião de prospecção. Essa empresa costuma alterar o fornecedor a cada três anos, pois acha que o trabalho cai na rotina e começa a não oferecer resultados eficientes e inovadores. Discordei na hora. Mesmo porque não é muito incentivador começar um trabalho sabendo que, em 36 meses, estaremos fora por uma ideia pré-concebida.
Este ano a empresa em questão completará duas décadas. A assessoria anterior - que, aliás, me indicou para esse cliente - teve pouco a fazer em 2009. Foi a própria cliente quem me contou que nos últimos 12 meses esteve meio parada, preparando-se para as comemorações dos próximos meses. Ora, então como dizer que a outra agência estava acomodada? Agora que haverá uma série de ações interessantes para divulgar, notícias quentes e impactantes no setor, eles mudam de fornecedor. Parece injusto, não?
Sob outra ótica também temos de avaliar se nós, como fornecedores da área de comunicação, estamos nos revigorando cotidianamente para oferecer algo novo para o cliente. Se eles têm a sensação de que é preciso "sacudir" as estruturas é porque, talvez, a gente esteja mesmo falhando. Não podemos nos acomodar e nem deixar nossa equipe se acomodar. Acompanho muitos profissionais que ainda estão na fase de executores. São tarefeiros, como costumo chamar. O que precisamos buscar no mercado é gente interessada em fazer a roda girar forte, com garra e disposição para sair do lugar comum. Realmente pode acontecer a acomodação depois de um tempo. Mas nós temos de nos policiar para que isso não aconteça. Só assim vamos parar de ouvir reclamações desse tipo.
Ou seja, para fechar esse raciocínio de uma maneira tucana: em teoria, a cliente está errada. Na prática, pode até ser que esteja certa.
Este ano a empresa em questão completará duas décadas. A assessoria anterior - que, aliás, me indicou para esse cliente - teve pouco a fazer em 2009. Foi a própria cliente quem me contou que nos últimos 12 meses esteve meio parada, preparando-se para as comemorações dos próximos meses. Ora, então como dizer que a outra agência estava acomodada? Agora que haverá uma série de ações interessantes para divulgar, notícias quentes e impactantes no setor, eles mudam de fornecedor. Parece injusto, não?
Sob outra ótica também temos de avaliar se nós, como fornecedores da área de comunicação, estamos nos revigorando cotidianamente para oferecer algo novo para o cliente. Se eles têm a sensação de que é preciso "sacudir" as estruturas é porque, talvez, a gente esteja mesmo falhando. Não podemos nos acomodar e nem deixar nossa equipe se acomodar. Acompanho muitos profissionais que ainda estão na fase de executores. São tarefeiros, como costumo chamar. O que precisamos buscar no mercado é gente interessada em fazer a roda girar forte, com garra e disposição para sair do lugar comum. Realmente pode acontecer a acomodação depois de um tempo. Mas nós temos de nos policiar para que isso não aconteça. Só assim vamos parar de ouvir reclamações desse tipo.
Ou seja, para fechar esse raciocínio de uma maneira tucana: em teoria, a cliente está errada. Na prática, pode até ser que esteja certa.






