Forças de segurança prendem três jornalistas da Al Jazeera no Egito

O canal Al Jazeera informou, nesta segunda-feira (30/12), que as forças de segurança prenderam três jornalistas da emissora sob a acusação de terem feito uma transmissão ilegal com um membro da Irmandade Muçulmana em um quarto de hotel.

Atualizado em 30/12/2013 às 11:12, por Redação Portal IMPRENSA.

A sucursal da rede no Cairo está fechada desde 3 de julho, dia do golpe militar que depôs o presidente islâmico Mohamed Mursi.

Crédito:Reprodução Repórter Peter Greste é um dos jornalistas presos no Cairo
Segundo a Reuters, um membro da Irmandade e o jornalista australiano Peter Greste que trabalha para a Al Jazeera foram detidos. Além disso, transmissores e outros equipamentos foram confiscados. A emissora disse que foram presos um correspondente, um produtor e um cinegrafista que trabalham para seu serviço em inglês.

"A segurança estatal recebeu informação de que um membro (da Irmandade) usou duas suítes em um hotel do Cairo para realizar reuniões com outros membros da organização e transformou as suítes em um centro de imprensa", comunicou a nota do Ministério do Interior.

"Fizeram transmissões ao vivo de notícias que ferem a segurança doméstica, difundindo rumores e falsas notícias ao canal Al Jazeera, do Catar, sem permissões”, anunciou o ministério. O Catar oferecia forte apoio ao governo da Irmandade e sua relação com o Egito foi afetada desde a queda de Mursi e pela posterior repressão militar e policial aos seus seguidores.