Força Aérea dos EUA bloqueia acesso a sites que divulgam vazamentos do WikiLeaks

Força Aérea dos EUA bloqueia acesso a sites que divulgam vazamentos do WikiLeaks

Atualizado em 15/12/2010 às 10:12, por Redação Portal IMPRENSA.

A Força Aérea dos EUA bloqueou o acesso de militares e funcionários a páginas da web que publicam ou repercutem os vazamentos de documentos secretos feitos pelo WikiLeaks, no final de novembro. Ao menos 25 sites foram bloqueados pela Força Aérea, incluindo o dos jornais The New York Times, The Guardian, Le Monde, El País e o da revista alemã Der Spiegel .

Os veículos impressos noticiaram simultaneamente a divulgação dos documentos secretos sobre a diplomacia norte-americana feita pelo WikiLeaks. O porta-voz do Comando Espacial da Força Aérea do Colorado, Toni Tones, afirmou na última terça (14) que o veto está de acordo com a política da instituição.

A mensagem "Acesso negado. O uso da internet está sendo registrado e monitorado" aparece para o usuário quando ele tenta acessar as páginas bloqueadas. "De forma rotineira, a Força Aérea bloqueia o acesso a partir de sua rede a sites que abrigam material inapropriado ou malware [softwares mal-intencionados], e isso inclui qualquer site que publique material confidencial", disse Tones.

O Departamento de Estado norte-americano já havia emitido ordens para que seus funcionários não visitassem páginas da web consideradas impróprias, ou que fizessem download de material secreto publicado pelo WikiLeaks, mas não chegou a bloquear conteúdos. Ao contrário da Força Aérea, a Marinha e o Exército do país também mantiveram o acesso a sites liberado, segundo informou o portal R7.

Em novembro, o site fundado por Julian Assange divulgou mais de 250 mil documentos secretos que revelavam os bastidores da diplomacia dos EUA. O vazamento histórico foi condenado pela Casa Branca, que afirmou que o WikiLeaks colocou "em risco vidas de americanos e aliados".

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