Fora de órbita
Fora de órbita
As previsões do tempo - e as simulações de cenários meteorológicos - são de vital importância para o desenvolvimento do país. Embora o tema não esteja diretamente ligado ao meio jornalístico, o resultado final representa uma informação importante, que toma boa parte do noticiário não somente para lembrar o cidadão comum de pegar o guarda-chuva, mas também para ajudar o mercado de agronegócios a trabalhar suas safras. A edição impressa da revista IMPRENSA de janeiro (nº 253, pág. 74, "Previsão no vácuo") narra o processo de desativação do satélite estadunidense Goes-10, que era utilizado pelo Brasil. Desde dezembro o país conta com o Goes-12, mas com uma atualização maior, de até três horas. O que em época de chuvas pode representar grandes prejuízos.
O funcionamento do serviço meteorológico no Brasil pode ser esquematizado do seguinte modo:
O satélite
O Goes-10 é um satélite geoestacionário, que permanece estático em determinado ponto do espaço. Como outros equipamentos similares, fica alinhado ao paralelo equatorial. Por causa de sua inércia, os geoestacionários podem monitorar apenas locais específicos do planeta. O Goes-10 era responsável por todo o continente americano. A altitude necessária para este tipo de satélite ser fixado é de 35 mil quilômetros.
A previsão
O satélite geoestacionário representa apenas parte do processo de previsão meteorológica, fornecendo imagens de determinada região. Para chegar à previsão de fato também são necessárias informações de estações meteorológicas espalhadas por diversas regiões. Elas captam dados locais com instrumentos como termômetros, anemômetros (medem a velocidade do vento), o pluviômetro (monitoram a quantidade de chuva), higrômetros (verificam a umidade relativa do ar) e barômetros (medidores da pressão atmosférica).
O Inpe
No Brasil, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) existe desde 1961 e é responsável por desenvolver estudos e pesquisas na área de meteorologia e tecnologia espacial. Ele qualifica profissionais nas seguintes áreas de astrofísica, engenharia espacial, geofísica e meteorologia. Além disso, possui o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), que recebe as informações de satélites e as fornece às agências e outros institutos.
O meteorologista
Para atuar no mercado de meteorologia o profissional deve ter um curso graduação ou pós-graduação em Ciências Atmosféricas. As universidades mais relevantes deste mercado são a USP, UFRJ, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Santa Maria e Universidade Federal de Alagoas. O meteorologista precisa ter interesse por ciências exatas, mais do que geografia. Ele tem contato com grande quantidade de cálculos matemáticos. No país, esse mercado é crescente e há muitas ofertas de emprego em instituições governamentais e privadas. Há vagas nas áreas de climatologia, hidrometeorologia, biometeorologia e sensoriamento remoto, além das questões ambientais, cada vez mais em evidência.
Veja a seguir algumas imagens de simulação da Nasa que mostra como funciona o lançamento e posicionamento de um satélite geoestacionário em órbita.






