Fontes de jornalistas correm risco na China, alerta ONG
Fontes de jornalistas correm risco na China, alerta ONG
Jornalistas estrangeiros que cobrirem a Olimpíada de Pequim devem ter cuidado para não colocar em risco assistentes e fontes locais quando tratarem de temas sensíveis, disse uma ONG norte-americana na última quinta-feira (5).
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas também pediu ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que pressione a China a cumprir a promessa de tolerar a liberdade de imprensa para os mais de 21,5 mil jornalistas credenciados para a Olimpíada, algo que, de acordo com a entidade, as autoridades ignoraram durante os recentes distúrbios no Tibet.
"A experiência demonstra que a China tende a se inclinar pela mão-pesada quando se trata do controle da mídia e de ameaças à imagem do país como uma nação unificada", disse relatório do CPJ.
"Repórteres que viajam à China devem estar cientes dos riscos para as pessoas que eles entrevistam ou contratam, bem como dos perigos para si próprios", diz o relatório intitulado "Ficando Aquém".
Em 2001, para conquistar o direito de realizar os Jogos, Pequim prometeu liberdade total à imprensa, o que segundo a ONG não ocorreu. "Mesmo a esta altura, insistam para que o governo chinês cumpra plenamente suas promessas de liberdade de imprensa para os Jogos Olímpicos de 2008", recomendou o CPJ ao COI.
A promessa de liberdade de expressão só valerá para a imprensa estrangeira e expira ao final dos Jogos. Em março, vários jornalistas foram proibidos de entrar no Tibet, segundo o CPJ.
Os que tentam burlar a vigilância, diz o texto, em geral enfrentam "mais inconvenientes do que dificuldades", embora sofram repercussões em longo prazo.
Já os jornalistas asiáticos vêm sendo tratados com mais rispidez em alguns casos, e tradutores e outros assistentes chineses podem ter problemas se tiverem de trabalhar em matérias delicadas.
"Jornalistas que peçam a contratados chineses que marquem encontros com ativistas ou organizem uma visita a uma aldeia para soropositivos deve perceber que podem estar colocando seus colegas chineses em risco", exemplifica o relatório.
"Esses assistentes podem só ser punidos depois dos Jogos, quando a atenção do mundo já se deslocou". Entre exemplos de assuntos-tabu o relatório menciona: as minorias budista do Tibete e muçulmana de Xinjiang; protestos por questões ambientais; a Aids; a repressão a refugiados norte-coreanos; e qualquer coisa que diga respeito à proscrita seita Falun Gong.
As informações são da Reuters
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