"Folha de S.Paulo" promove debate sobre ataque ao "Charlie Hebdo"
Encontro trouxe documentário sobre o jornal francês e relembrou o dia do atentado
Atualizado em 05/03/2015 às 09:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última quarta-feira (4/3), a Folha de S.Paulo promoveu um debate sobre o atentado terrorista de radicais islâmicos em 7 de janeiro contra a sede do semanário satírico francês Charlie Hebdo , em Paris, e que deixou 12 mortos.
O encontro, mediado pela repórter especial do jornal Sylvia Colombo, reuniu o cartunista Caco Galhardo, o sociólogo e colunista Demétrio Magnoli e a diretora do Núcleo de Revistas, Cleusa Turra.
Antes de iniciar o debate, foi exibido o documentário “Charlie Hebdo”, que começou a circular em 2010. A produção retrata os mais de 40 anos da publicação e apresenta o perfil de alguns dos seus colaboradores.
Caco Galhardo lembrou que, pouco após o atentado, um evento na Dinamarca que discutiria a liberdade de imprensa foi cancelado depois de um outro ataque terrorista que deixou um morto. "Não se pode confundir esta pequena minoria com os muçulmanos em geral. Mas esta pequena minoria faz muito barulho", ponderou o cartunista.
Magnoli reiterou as declarações do primeiro-ministro francês, Manuel Valls, de que "a França está em guerra contra o terrorismo e o jihadismo, e não contra o islã e os muçulmanos". Para ele, o atentado significou para a população uma quebra no "acordo de convivência".
"Ao dizer 'Je suis Charlie' [eu sou Charlie], não estou dizendo que concordo com o jornal, mas, sim, que as pessoas têm o direito de dar a sua opinião", disse.
A diretora de Núcleo de Revistas da Folha estava em Lyon, sudeste da França, no dia do atentado e foi enviada a Paris para acompanhar a manifestação. Cleusa disse que a cidade parou e que, além de muçulmanos, havia muitos curdos e membros de outras minorias na passeata.
O encontro, mediado pela repórter especial do jornal Sylvia Colombo, reuniu o cartunista Caco Galhardo, o sociólogo e colunista Demétrio Magnoli e a diretora do Núcleo de Revistas, Cleusa Turra.
Antes de iniciar o debate, foi exibido o documentário “Charlie Hebdo”, que começou a circular em 2010. A produção retrata os mais de 40 anos da publicação e apresenta o perfil de alguns dos seus colaboradores.
Caco Galhardo lembrou que, pouco após o atentado, um evento na Dinamarca que discutiria a liberdade de imprensa foi cancelado depois de um outro ataque terrorista que deixou um morto. "Não se pode confundir esta pequena minoria com os muçulmanos em geral. Mas esta pequena minoria faz muito barulho", ponderou o cartunista.
Magnoli reiterou as declarações do primeiro-ministro francês, Manuel Valls, de que "a França está em guerra contra o terrorismo e o jihadismo, e não contra o islã e os muçulmanos". Para ele, o atentado significou para a população uma quebra no "acordo de convivência".
"Ao dizer 'Je suis Charlie' [eu sou Charlie], não estou dizendo que concordo com o jornal, mas, sim, que as pessoas têm o direito de dar a sua opinião", disse.
A diretora de Núcleo de Revistas da Folha estava em Lyon, sudeste da França, no dia do atentado e foi enviada a Paris para acompanhar a manifestação. Cleusa disse que a cidade parou e que, além de muçulmanos, havia muitos curdos e membros de outras minorias na passeata.





