“Foi uma decisão difícil, mas necessária”, diz Eliane Brum sobre fim de coluna na “Época”
“Foi uma decisão difícil, mas necessária”, diz Eliane Brum sobre fim de coluna na “Época”
Atualizado em 24/09/2013 às 13:09, por
Edson Caldas*.
Na última segunda-feira (23/9), Eliane Brum veiculou o último texto de sua semanal no site da revista Época . Após 233 publicações, a jornalista decidiu se despedir dos leitores. “Agradeço – profundamente – pelo tempo que cada um me deu ao ler esta coluna, porque sei o quanto esse gesto é largo”, escreveu.
Crédito:Divulgação Eliane Brum pretende se dedicar a outros projetos no momento
À IMPRENSA, a jornalista conta que escrever uma coluna de opinião por mais de quatro anos a ajudou a construir uma vida com sentido. “E, para mim, é importante me questionar constantemente se a vida está valendo a pena.”
“Eu era uma repórter escrevendo uma coluna de opinião”, explica. “Então, usava parte do processo de reportagem para escrevê-la: partia de um espanto e iniciava uma investigação movida pelas dúvidas. Minha busca era por iluminar os cantos escuros dos acontecimentos e, principalmente, acrescentar novos questionamentos ao cotidiano dos leitores.”
Eliane ressalta que não escrevia para apaziguar o leitor, mas para perturbá-lo, colaborando para ampliar suas inquietações. “Penso que qualificar as questões sobre nosso tempo histórico é mais importante do que concordar ou discordar de uma ideia”, avalia. “Tudo isso era o que me movia a escrever a coluna. Agora, se consegui ou não o que buscava, só os leitores podem dizer.”
“Acredito que se encerrou um ciclo na minha coluna na Época. Foi uma decisão difícil, mas necessária”, admite. “É importante perceber esses momentos.”
Sobre uma possível participação em outros veículos, Eliane diz que não há nada planejado. “A coluna era um dos meus projetos. Sigo com os outros.” A jornalista está escrevendo um novo livro, terminando uma grande reportagem e iniciando um documentário.
A profissional é autora de “Uma Duas”, “Coluna Prestes – O avesso da lenda”, “A vida que ninguém vê”, “O olho da rua - uma repórter em busca da literatura da vida real” e “A menina quebrada”.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Divulgação Eliane Brum pretende se dedicar a outros projetos no momento
À IMPRENSA, a jornalista conta que escrever uma coluna de opinião por mais de quatro anos a ajudou a construir uma vida com sentido. “E, para mim, é importante me questionar constantemente se a vida está valendo a pena.”
“Eu era uma repórter escrevendo uma coluna de opinião”, explica. “Então, usava parte do processo de reportagem para escrevê-la: partia de um espanto e iniciava uma investigação movida pelas dúvidas. Minha busca era por iluminar os cantos escuros dos acontecimentos e, principalmente, acrescentar novos questionamentos ao cotidiano dos leitores.”
Eliane ressalta que não escrevia para apaziguar o leitor, mas para perturbá-lo, colaborando para ampliar suas inquietações. “Penso que qualificar as questões sobre nosso tempo histórico é mais importante do que concordar ou discordar de uma ideia”, avalia. “Tudo isso era o que me movia a escrever a coluna. Agora, se consegui ou não o que buscava, só os leitores podem dizer.”
“Acredito que se encerrou um ciclo na minha coluna na Época. Foi uma decisão difícil, mas necessária”, admite. “É importante perceber esses momentos.”
Sobre uma possível participação em outros veículos, Eliane diz que não há nada planejado. “A coluna era um dos meus projetos. Sigo com os outros.” A jornalista está escrevendo um novo livro, terminando uma grande reportagem e iniciando um documentário.
A profissional é autora de “Uma Duas”, “Coluna Prestes – O avesso da lenda”, “A vida que ninguém vê”, “O olho da rua - uma repórter em busca da literatura da vida real” e “A menina quebrada”.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





