Foca na IMPRENSA: "Poder com 'V' de Venezuela", por Pedro Lorena, da FATEA
A luta pela liberdade da imprensa na Venezuela alastra-se cada vez mais. Divulgar o jornalismo está tornando-se um algoz a cada profissional
Atualizado em 01/10/2014 às 15:10, por
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Artigo vencedor da 2ª quinzena de setembro de 2014
de comunicação e cidadão venezuelano. Expressar-se é motivo de guerra civil. Mas como opinar no socialismo implantado nos país latino-americano conquistado por Simón Bolívar?Primeiro temos que conhecer a história, e tentar compreender o cenário atual. Há quatro décadas que a América chama-se Estados Unidos. Sim, nós estamos numa subdivisão latino-americana. Talvez um esgoto escasso. Esgoto que saiu prata e ouro. Sugaram o sangue do brasileiro, argentino, boliviano, de todos para deixar a Europa em status e depois os Estados Unidos. E o que isso tem a ver?
Um país massacrado desde o alfa não poderia apresentar outros sintomas sociais senão os de agora. Mortes e “descarregos midiáticos” destroçam o ser social no país Venezuela. Em menos de 30 dias 78 jornalistas foram agredidos enquanto cobriam protestos no país, no mês de fevereiro a março. Fora os 19 jornalistas afastados de suas equipes pela força da Guarda Nacional Bolivariana. E o que esta força socialista tem de proporcionar? Em uma declaração de Nicolás Maduro, o presidente afirma: “Assim será em todo o país. Meu pulso não vai tremer para levar paz e justiça, que é o que o povo quer. Ordem, paz, justiça, educação e direitos sociais para o povo”.
Nesta semana, mais de 30 pessoas foram apreendidas pelo governo por estarem em protesto contra o país, nas cidades de Caracas e Barquisimeto. Na cidade de Barquisimeto, cidadãos fizeram barricadas provendo a violência, assim definido por Maduro, que diz que terá tolerância zero com estas manifestações. E o país entra num cenário caótico. O jornal mais antigo da Venezuela o “El Impulso” não irá circular o impresso neste mês, por falta de importação de papel. Desde 2003 mais de dez jornais foram fechados e reduzidos às páginas pelo controle cambial do país.
E o que pode se esperar deste atual governo? Mais restrições e falta de caráter político com sua população? A “Maduzuela“ - o neologismo da junção de Maduro e Venezuela - está “espirrando” enxofre em sua população. E para quê? A inflação do país atinge 63,4% em 12 meses, assim anunciado assim pelo (BCV) Banco Central da Venezuela. A resposta de tudo isto é: Poder com “P” maiúsculo. Em certa ordem, fica-se na mesma e oremos pelo país.
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