Fiquem Sabendo divulga dados obtidos pela LAI sobre distribuição de cloroquina no Brasil
Mais de 7 milhões de comprimidos foram entregues a estados e municípios, mesmo com ineficácia confirmada por pesquisadores
Dados do Ministério da Saúde obtidos por meio de Lei de Acesso à Informação e mostram quanto de cloroquina foi entregue pelo governo federal aos estados e municípios como parte das ações de combate à covid-19.
Crédito:Secretaria de Saúde do ParanáDe acordo com os números disponibilizados no , 7,4 milhões de comprimidos de difosfato de cloroquina 150 mg e hidroxicloroquina 200 mg foram distribuídos no Brasil. O medicamento, que é utilizado para o tratamento da malária, teve apenas 500 mil unidades direcionadas para esse fim.
Os últimos envios contabilizados no documento são de janeiro de 2021, mesmo após várias entidades médicas e instituições de pesquisa afirmarem que a droga não tem eficácia contra o coronavírus.
A Sociedade Brasileiro de Infectologia declarou em um protocolo emitido já este ano que “não recomenda tratamento farmacológico precoce para COVID-19 com qualquer medicamento (cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, nitazoxanida, corticoide, zinco, vitaminas, anticoagulante, ozônio por via retal, dióxido de cloro), porque os estudos clínicos randomizados com grupo controle existentes até o momento não mostraram benefício”.
Os dados
O estado de São Paulo foi o que mais recebeu comprimidos enviados pelo Ministério da Saúde. Entre grandes remessas e outras menores, foram mais de 1 milhão de unidades.
O Rio Grande do Sul recebeu um total de 650 mil comprimidos; o Pará recebeu 540.500 e o Amazonas, o estado com mais mortes por milhão de habitantes, recebeu 511 mil unidades.
Na Bahia, foram entregues 280, 5 mil unidades de cloroquina e hidroxicloroquina, sendo a maior quantidade para o município de Porto Seguro. O portal Correio 24 horas procurou os municípios que receberam o medicamento e ao menos dois disseram que nunca chegaram a usar o estoque.





