"Fiquei esgotada, sem energia", diz Maria Júlia Coutinho sobre racismo
Em entrevista à revista Cláudia deste mês, a jornalista Maria Júlia Coutinho, conhecida como Maju, comentou sobre os ataques racistas de que foi alvo em julho.
Atualizado em 02/12/2015 às 10:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
deste mês, a jornalista , conhecida como Maju, comentou sobre os ataques racistas de que foi alvo em julho. Ela destacou que sofreu com as ofensas e foi "linchada em praça pública".
Crédito:Reprodução Jornalista revela que chorou após mensagens racistas na rede social
"Não passei por isso sem dor. Fui linchada em praça pública. Virtual, mas pública. Fiquei esgotada, sem energia", ponderou a jornalista, que atualmente apresenta a previsão do tempo no "Jornal Nacional" (Globo).
Maju disse que ficou preocupada e telefonou para mãe depois de ver os comentários em seu Facebook. A apresentadora também revelou que se trancou no quarto e chorou com seu marido, o publicitário Agostinho Paulo Moura.
"Ela [mãe de Maju] se abalou, ficou mal. E eu fechei a porta do quarto e chorei abraçada com o meu marido. Um choro por me sentir também acariciada por milhares de pessoas que se solidarizam", desabafou.
Maria Júlia também recordou o primeiro caso de preconceito que sofreu, na infância, quando tinha seis anos. "Uma garota me encarou para dizer: 'Você tem tudo preto na vida. Seu cabelo, seu carro, sua casa'. E, olhando para outras crianças, determinou: 'Não brinquem com ela, porque tudo nela é preto'"
O caso
A jornalista foi alvo de comentários preconceituosos na página oficial do "Jornal Nacional" no Facebook. Diversos internautas escreveram mensagens sobre a cor da pele dela numa publicação que continha sua foto com a previsão do tempo. O Ministério Público investigou os responsáveis pelas ofensas.
No dia seguinte, a equipe do "JN" divulgou um vídeo na página oficial do Facebook de apoio a Maju em ato comandado pelos âncoras William Bonner e Renata Vasconcelos, respondendo as ofensas feitas à jornalista. "A gente queria dar um recado para vocês. E o recado é esse aqui, ó: 'somos todos Maju'".
Crédito:Reprodução Jornalista revela que chorou após mensagens racistas na rede social
"Não passei por isso sem dor. Fui linchada em praça pública. Virtual, mas pública. Fiquei esgotada, sem energia", ponderou a jornalista, que atualmente apresenta a previsão do tempo no "Jornal Nacional" (Globo).
Maju disse que ficou preocupada e telefonou para mãe depois de ver os comentários em seu Facebook. A apresentadora também revelou que se trancou no quarto e chorou com seu marido, o publicitário Agostinho Paulo Moura.
"Ela [mãe de Maju] se abalou, ficou mal. E eu fechei a porta do quarto e chorei abraçada com o meu marido. Um choro por me sentir também acariciada por milhares de pessoas que se solidarizam", desabafou.
Maria Júlia também recordou o primeiro caso de preconceito que sofreu, na infância, quando tinha seis anos. "Uma garota me encarou para dizer: 'Você tem tudo preto na vida. Seu cabelo, seu carro, sua casa'. E, olhando para outras crianças, determinou: 'Não brinquem com ela, porque tudo nela é preto'"
O caso
A jornalista foi alvo de comentários preconceituosos na página oficial do "Jornal Nacional" no Facebook. Diversos internautas escreveram mensagens sobre a cor da pele dela numa publicação que continha sua foto com a previsão do tempo. O Ministério Público investigou os responsáveis pelas ofensas.
No dia seguinte, a equipe do "JN" divulgou um vídeo na página oficial do Facebook de apoio a Maju em ato comandado pelos âncoras William Bonner e Renata Vasconcelos, respondendo as ofensas feitas à jornalista. "A gente queria dar um recado para vocês. E o recado é esse aqui, ó: 'somos todos Maju'".





