Financial Times e Guardian anunciam cortes nos salários de editores seniores
Mesmo registrando sucessivos recordes de leitura em suas plataformas online desde o início da pandemia do novo coronavírus, importantes jornais britânicos anunciaram nos últimos dias medidas econômicas severas para se adaptar ao declínio do faturamento com conferências, anúncios e vendas de versões impressas decorrente do surto.
Atualizado em 15/04/2020 às 18:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
No caso do Guardian, a estimativa é de queda de faturamento de 20 milhões de libras nos próximos seis meses.
Assim como o Financial Times, o Guardian anunciou cortes nos salários de editores seniores, além do uso de medidas governamentais de retenção de empregos para colocar funcionários não editorias em licença remunerada.
John Ridding, editor chefe do Financial Times, enviou um email aos jornalistas do veículo (que tem 1,1 milhão de assinantes) explicando que a "excelente performance" das últimas semanas, quando foram registrados níveis recordes de engajamento dos leitores e aumento do número de assinantes, não seria suficiente para contrabalançar a "queda repentina e severa" de faturamento com publicidade e eventos.
Ridding também informou que o grupo japonês Nikkei, dono do Financial Times, concordou em "proteger todos os empregos este ano". Para isso, o bônus de 2020 será suspenso, os salários dos 80 principais gerentes e editores será reduzido em 10% até o fim do ano, enquanto os demais funcionários terão redução de 20% em seus contracheques.





