Fim da exigência do diploma divide opiniões em entidades de Jornalismo
Fim da exigência do diploma divide opiniões em entidades de Jornalismo
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) manifestaram repúdio à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em revogar a exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. Para as duas instituições, a medida da corte brasileira entra em desacordo com a regulamentação do setor e dos cursos de formação profissional.
| Portal IMPRENSA |
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| Guto Camargo |
"Este é um duro golpe na qualidade da informação jornalística e na organização de nossa categoria, mas nem o jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à livre informação", disse o presidente da Federação, Sérgio Murillo.
Na avaliação do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), a decisão do STF representa um "retrocesso" na organização da categoria. Guto Camargo, presidente da entidade, acredita que a revogação do diploma poderá acarretar reestruturação nos cursos de jornalismo e no mercado de trabalho.
"As faculdades vão passar por uma grande mudança. O número de acadêmicos vai diminuir, em um primeiro momento. Corre-se o risco de voltarmos a um período anterior, em que o jornalismo era tratado como profissão secundária", disse ao Portal IMPRENSA.
Em linha contrária, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) mostrou-se favorável à decisão do STF. Segundo o presidente do órgão, Paulo Tonet Camargo, a revogação não interfere na importância dos cursos de Jornalismo e mantém um direito vigente no país.
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