Filho do jornalista Valério Luiz descreve meandros sobre assassinato do pai em 2012
Publicado no site da Ponte Jornalismo na última quarta-feira (23/9), a reportagem "Por que mataram meu pai", escrita pelo advogado
Atualizado em 24/09/2015 às 14:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Publicado no site da Ponte Jornalismo na última quarta-feira (23/9), a reportagem "Por que mataram meu pai", escrita pelo advogado Valério Luiz de Oliveira Filho, narra a história acerca do assassinato de seu pai, o Valério Luiz, em 2012, em Goiânia (GO).
Crédito:Reprodução Filho do jornalista refaz todos os passos da morte à investigação do caso
No texto, Filho faz uma apresentação cronológica – desde o momento da morte até as investigações, que ainda estão em curso – de todos os acontecimentos envolvidos no assassinato do jornalista. "Estava esperando por ele quando recebi o fatídico telefonema".
Famoso por ir além da superficialidade da notícia, o jornalista, que apresentava um programa esportivo na Rádio Bandeirantes era também conhecido pelo público como "o mais polêmico do rádio". "Era conhecido como 'o mais polêmico do rádio' por não medir palavras nas ácidas críticas que dirigia às gestões dos cartolas goianos; citava nomes e fatos concretos, fugindo dos comentários genéricos adotados por outros profissionais".
Com críticas e denúncias bastante direcionadas ao Clube Atlético Goianiense – um dos mais tradicionais da região – como compra de partidas, uso de drogas por parte dos jogadores e escândalos com patrocinadores, o jornalista acabou vítima de represálias e se transformou desafeto de um dos homens mais influentes da Goiânia: "o poderoso empresário Maurício Sampaio, então vice-presidente do clube", como classifica Filho.
Logo após o assassinato do jornalista, a imprensa goianiense começou a divulgar informações sobre o crime. "Com o título ‘Nada muda na PM goiana', a denúncia foi amplamente divulgada e caiu como uma bomba tanto na Secretaria de Segurança Pública quanto em meu coração. Dizia: O assassinato do jornalista Valério Luiz, filho do Mané de Oliveira, tem ligação direta com o Tenente Coronel (e se ‘deus’ abençoar e o Governador assinar, futuro coronel) Urzeda que todos sabem é intimamente ligado à diretoria do Atlético, uma das principais vítimas dos comentários da vítima [meu pai]".
Após o encerramento do inquérito, o cabo Ademá Figuerêdo Aguiar Filho, o açougueiro Marcus Vinícius Pereira Xavier, os sargentos Djalma Gomes da Silva e Urbano de Carvalho Malta, além do presidente do clube de Goiânia, Maurício Borges Sampaio, acabaram indiciados pela justiça. Dos cinco, apenas Xavier, o "Marquinhos" está preso. Todos ainda aguardam a data do julgamento. Para Filho, é surpreendente "como um só homem conseguiu instrumentalizar tantos agentes públicos a seu favor", citando apoiadores como juízes de direito, políticos e até líderes religiosos.
Leia a reportagem .
Crédito:Reprodução Filho do jornalista refaz todos os passos da morte à investigação do caso
No texto, Filho faz uma apresentação cronológica – desde o momento da morte até as investigações, que ainda estão em curso – de todos os acontecimentos envolvidos no assassinato do jornalista. "Estava esperando por ele quando recebi o fatídico telefonema".
Famoso por ir além da superficialidade da notícia, o jornalista, que apresentava um programa esportivo na Rádio Bandeirantes era também conhecido pelo público como "o mais polêmico do rádio". "Era conhecido como 'o mais polêmico do rádio' por não medir palavras nas ácidas críticas que dirigia às gestões dos cartolas goianos; citava nomes e fatos concretos, fugindo dos comentários genéricos adotados por outros profissionais".
Com críticas e denúncias bastante direcionadas ao Clube Atlético Goianiense – um dos mais tradicionais da região – como compra de partidas, uso de drogas por parte dos jogadores e escândalos com patrocinadores, o jornalista acabou vítima de represálias e se transformou desafeto de um dos homens mais influentes da Goiânia: "o poderoso empresário Maurício Sampaio, então vice-presidente do clube", como classifica Filho.
Logo após o assassinato do jornalista, a imprensa goianiense começou a divulgar informações sobre o crime. "Com o título ‘Nada muda na PM goiana', a denúncia foi amplamente divulgada e caiu como uma bomba tanto na Secretaria de Segurança Pública quanto em meu coração. Dizia: O assassinato do jornalista Valério Luiz, filho do Mané de Oliveira, tem ligação direta com o Tenente Coronel (e se ‘deus’ abençoar e o Governador assinar, futuro coronel) Urzeda que todos sabem é intimamente ligado à diretoria do Atlético, uma das principais vítimas dos comentários da vítima [meu pai]".
Após o encerramento do inquérito, o cabo Ademá Figuerêdo Aguiar Filho, o açougueiro Marcus Vinícius Pereira Xavier, os sargentos Djalma Gomes da Silva e Urbano de Carvalho Malta, além do presidente do clube de Goiânia, Maurício Borges Sampaio, acabaram indiciados pela justiça. Dos cinco, apenas Xavier, o "Marquinhos" está preso. Todos ainda aguardam a data do julgamento. Para Filho, é surpreendente "como um só homem conseguiu instrumentalizar tantos agentes públicos a seu favor", citando apoiadores como juízes de direito, políticos e até líderes religiosos.
"A Morte Rubra invadira o castelo da nossa família, era preciso sair, influir no lado de fora: criei uma associação de apoio a vítimas de assassinato, o Instituto Valério Luiz, e ingressei numa pós-graduação em Criminologia e Segurança Pública pela Universidade Federal de Goiás. Assim segue a nossa luta, enquanto esperamos a definição de uma data para o júri popular a fim de obtermos, no caso do meu pai, justiça, e não o acréscimo dos absurdos índices de impunidade do Brasil quando se trata de jornalistas assassinados", conclui.
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