Festival de fotojornalismo na França debate atual situação da profissão
Festival de fotojornalismo na França debate atual situação da profissão
O Festival Internacional de Fotojornalismo Visa pour l'Image - conhecido por ser um dos mais renomados do mundo e por descobrir novos talentos do fotojornalismo internacional - comemorará sua 20ª edição com cerca de 30 exposições gratuitas na cidade de Perpignan, sul da França.
O evento pretende discutir a atual situação do fotojornalismo. Para Jean-François Leroy, fundador e organizador do festival, "as fotos jornalísticas hoje são cada vez mais uniformizadas. Tudo se tornou asséptico e não exprime nada. As fotos não devem ser apenas belas ilustrações".
Enquanto cada vez menos os veículos de comunicação assumem o risco de "fazer produções que dariam tempo suficiente para o fotógrafo trabalhar", existe uma tendência de privilegiar imagens de celebridades. As publicações chegam a pagar 100 mil euros por imagens de paparazzis, critica Leroy.
Entre os temas abordados pelo evento - que vai homenagear fotojornalistas como David Douglas Duncan, que cobriu a Guerra da Coréia nos anos 50 - estão o conflito iraquiano, a crise em Darfur, a situação no Afeganistão, no Tibete e na República Democrática do Congo.
Além disso, o festival fará uma retrospectiva de Horst Faas, que fotografou a guerra no Vietnã nas décadas de 60 e 70 para a Associated Press e o turco Göksin Sipahioglu, que antes de fundar a agência Sipa, em 1973, realizou fotos da revolta estudantil de maio de 68 na França.
O Visa pour l'Image entregará três prêmios para os profissionais do setor, entre eles o "Visa de Ouro", para as melhores fotoreportagens do último ano nas categorias jornais diários internacionais e revistas, além do prêmio "News", de R$ 19 mil, informou a BBC.






