Ferreira Gullar será enterrado no RJ nesta segunda-feira (5)
Morreu, no último domingo (4/12), aos 86 anos, o poeta, ensaísta, crítico de arte, tradutor e biógrafo Ferreira Gullar. Ele estava internadono hospital Copa D'Or, no Rio de Janeiro, há cerca de 20 dias devido a insuficiência respiratória.
Atualizado em 05/12/2016 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Fernando Frazão/Agência Brasil
De acordo com a Folha de S.Paulo , jornal em que Gullar mantinha uma coluna, a amiga e editora do poeta, Maria Amélia Mello, informou que ele morreu de pneumonia.
O corpo do escritor será levado num cortejo público da Biblioteca Nacional à Academia Brasileira de Letras, no centro do Rio. O trajeto de cerca de 500 metros será percorrido a partir das 9h. O enterro está marcado para as 16h, no Mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista, em Botafogo.
Ferreira Gullar é considerado um dos maiores autores brasileiros do século 20 e foi eleito "imortal" da Academia Brasileira de Letras (ABL) há dois anos, tornando-se o sétimo ocupante da cadeira de número 37.
O poeta decidiu que seguiria a carreira na adolescência. Aos 18 anos, passou a frequentar os bares da Praça João Lisboa e o Grêmio Lítero-Recreativo. Um ano mais tarde, descobriu a poesia moderna ao ler Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira.
Gullar foi o responsável por escrever o manifesto que marcou a aparição, em 1959, do movimento neoconcreto, do qual também foram expoentes artistas como Lygia Clark e Hélio Oiticica. Durante seu exílio na Argentina, na época da ditadura militar, ele produziu "Poema sujo" (1976), obra com quase 100 páginas e que foi traduzida para diversos idiomas. O escritor retornou ao Brasil em 1977, quando foi novamente preso e torturado. Foi solto após pressão internacional e passou a trabalhar na imprensa do RJ. Em 1986, participou de um quadro no "Jornal da Globo" em que poetas, dramaturgos, romancistas e cineastas produziam textos inspirados em fatos relatados no noticiário.
Ferreira Gullar deixa dois filhos, Luciana e Paulo, oito netos, e a companheira Cláudia, com quem vivia atualmente. O último livro que publicou foi "Autobiografia poética e outros textos", lançado este ano.





