Fernando Jorge dispara: Será que o Diogo Mainardi enlouqueceu?

Fernando Jorge dispara: Será que o Diogo Mainardi enlouqueceu?

Atualizado em 31/01/2005 às 18:01, por Artigo do professor Fernando Jorge.

Será que Diogo Mainardi enloqueceu?

Soltei gargalhadas ao ler as seguintes palavras de Diogo Mainardi na revista "Veja":

"Oito anos depois de morrer, Paulo Francis continua sendo o mais influente pensador brasileiro."

Mainardi disse que "um país pobre de idéias" , como o Brasil, não pode dispensar, "de maneira tão leviana", a obra de um escritor da categoria de Francis. E o colunista da "Veja" acrescentou:

"Quer um conselho? Releia seu livro ‘trinta anos esta noite’, publicado originalmente em 1994, no aniversario do golpe militar de 31 de março. Onze anos depois, ficou ainda melhor."

Será que o Diogo Mainardi enlouqueceu? Ver o Paulo Francis como "o mais influente pensador brasileiro" me parece ser uma prova incontestável de insanidade. Pensador influente, o Francis? Este péssimo jornalista fazia a propaganda do racismo, do colonialismo, da venda do Maranhão e da Amazônia a potências estrangeiras! Provei tudo isto no meu livro "Vida e obra do plagiário Paulo Francis – um mergulho da ignorância no poço da estupidez", cuja 2ª edição já foi lançada pela Geração Editorial. Até hoje ninguém me desmentiu, nem o Daniel Piza, adorador do Francis, seu clone literário e colunista de "O Estado de S. Paulo".

Diogo Mainardi acha que o Francis era um escritor admirável. E elogia um livro dele, "Trinta anos esta noite", obra repleta de disparates, de injúrias, de informações erradas e de gravíssimos erros de português. O nome do livro, aliás, já é um plágio da tradução para o nosso idioma do título do filme francês "Feu Follet", dirigido em 1963 por Louis Malle.

Abrindo ao acaso as páginas as páginas da primeira edição dessa obra, eu encontrei este disparate na página 29:

"Getúlio saiu (no ano de 1945), amargurado, pela mão do cardeal leme".

Ora, o cardeal D. Sebastião Leme faleceu em 17 de outubro de 1942... Portanto um morto não poderia ter acompanhado a deposição de Getúlio Vargas, em 9 de outubro de 1945. D. Leme acompanhou, isto sim, a deposição do presidente Washington Luís, depois da vitória da Revolução de 1930.

Na página 61 do seu livresco, Paulo Francis zomba do "Alcorão", ofende os mulçumanos e inclusive as mulheres árabes. Francis via Islamismo como a religião do erotismo baixo e rasteiro, da pornografia!

As mulheres são insultadas na página 110:

"Mulher não escolhe homem por caráter."

Segundo este raciocínio, todas as mulheres também gostam de unir os seus destinos a canalhas, a ladrões, a assassinos, a estupra-dores, a traficantes de drogas!

Centenas de erros, de ultrajes, de disparates, entopem as paginas caóticas e mal escritas do livro "Trinta anos esta noite", do Paulo Francis. Eu os mostrei na minha obra sobre ele. Volto a perguntar, depois de ler outra vez os absurdos elogios a esse livro, feito pelo colunista da "Veja": será que o Diogo Mainardi enlouqueceu?

* (A 2ª edição do livro "Vida e obra do plagiário Paulo Francis – o mergulho da ignorância no poço da estupidez", de Fernando Jorge, lançada pela Geração Editorial, já está quase no fim).