Fernando Henrique Cardoso assume vaga na ABL com 87% de aprovação
O sociólogo, político, professor e pesquisador, Fernando Henrique Cardoso, passa a ocupar, nesta terça-feira (10/9), a cadeira nº 36 da Acad
O sociólogo, político, professor e pesquisador Fernando Henrique Cardoso passa a ocupar nesta terça-feira (10/9) a cadeira nº 36 da Academia Brasileira de Letras. O ex-presidente obteve 87% de aprovação, 34 dos 39 votos possíveis na eleição realizada em junho pela instituição.
De acordo com a Folha de S.Paulo , na sede da ABL no centro do Rio FHC sempre contou com o apoio de muitos acadêmicos. Chegou a ser lembrado em ocasiões anteriores, mas hesitava em apresentar sua candidatura.
Em março de 2013, após encaminhar a carta que formalizou sua inscrição, FHC justificou a iniciativa: "Minha reticência sempre foi a de que não sou homem de letras e não queria criar constrangimentos por ter sido presidente da República. Mas agora, passados tantos anos da presidência e mantida, se não mesmo que ampliada, a convicção de vários membros da ABL de que eu deveria juntar-me a eles, acabei por concordar."
O advogado Celso Lafer, que ocupa a cadeira de nº 14 da ABL, encaminhou a carta que formalizou a candidatura de FHC. A escritora Nélida Piñon também deixou explícito seu apoio.
Fernando Henrique Cardoso presidiu o país por dois mandatos, de 1995 a 1998, e de 1999 a 2002. Doutor em sociologia, é autor ou coautor de 23 livros e mais de cem artigos acadêmicos, nos quais transita pelos campos da sociologia, ciências políticas, economia e relações internacionais. "Dependência e Desenvolvimento na América Latina", escrito com Enzo Faletto, foi sua primeira obra de grande repercussão.
O lugar foi ocupado, em ordem cronológica, pelo médico Clementino Fraga, o bioquímico Paulo Carneiro, o diplomata José Guilherme Merquior e o jornalista João de Scatimburgo. FHC é o sexto acadêmico.
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