Fernando Gavini, ex-ESPN, retorna à cobertura esportiva na TV Gazeta

Longe da TV há quatro meses, o jornalista Fernando Gavini, ex-ESPN Brasil, acertou nesta sexta-feira (4/4) com a TV Gazeta. A partir da próxima segunda (7/4), ele ocupa a vaga de repórter antes ocupada por Luis Henrique Gurian.

Atualizado em 04/04/2014 às 15:04, por Vanessa Gonçalves.



Gavini retorna à sua primeira casa. Afinal, sua formação como profissional de imprensa começou na Fundação Cásper Líbero, no mesmo prédio que abriga a Gazeta.

À IMPRENSA, o repórter revelou a alegria de voltar ao trabalho na área de esportes, analisando o mercado jornalístico pré-Copa e Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.
Crédito:Arquivo pessoal Fernando Gavini trabalhou quase dez anos na ESPN Brasil
IMPRENSA – Como é retornar ao trabalho, ainda mais na sua primeira casa? FERNANDO GAVINI - Na verdade, é no prédio onde fiz a faculdade, mas é também onde tive minha primeira oportunidade no jornal Gazeta Esportiva , onde fiz dois anos de estágio. Na TV Gazeta, a oportunidade que eu tive foi numa cobertura de férias de 2003 para 2004. Fiz um mês de cobertura para “Jornal da Gazeta”, o único mês onde trabalhei fora do esporte, e depois mais três meses já na área. Logo depois disso fui para a ESPN, onde fiquei quase dez anos.

Agora pintou esse oportunidade, num momento em que o mercado não está tão bom como a gente esperava que tivesse na área de esporte com a proximidade da Copa e das Olimpíadas no Rio. Saí da ESPN no final de novembro, tive conversas com algumas emissoras, mas não cheguei a ter propostas, justamente porque os canais se enrolaram no orçamento.
Como está a situação do mercado para os profissionais de imprensa?
A situação não está tão boa como as pessoas esperavam que fosse estar. Eu tive uma proposta muito baixa de um site que não dava nem para aceitar. As coisas foram acontecendo aos poucos, mostrando um pouco como está o mercado. Acabei dando um pouco de sorte. Sorte por vias tortas, porque alguém está perdendo o emprego — o Luiz Henrique Gurian. Mas até por ser um cara com certa experiência, acabei sendo tendo sorte, pois o pessoal lembrou de mim depois de uma década. Fechamos oficialmente hoje, começo segunda.
Quais são suas expectativas para esta mudança de emissora, uma vez que diferente da ESPN Brasil, a Gazeta não tem os direitos para cobertura da Copa?
São coisas bem diferentes em vários sentidos. A ESPN é uma emissora que faz muita coisa fora do País e a Gazeta não tem nada disso. A Gazeta fica meio que restrita à cobertura em São Paulo. Então, vai ser bem diferente para mim, será uma adaptação na verdade. Porque na ESPN eu viajava muito: foram oito países e 18 estados do Brasil e eu sei que isso não vai acontecer na Gazeta.
É um outro tipo de desafio, de criar outras coisas para fazer, inclusive na própria Copa. Como o canal não tem os direitos do evento, não tem credenciais, então você não tem acesso aos locais da Fifa e tem que arrumar coisas interessantes pra mostrar ao longo do mês .
Na sua opinião, os veículos também não se prepararam para a Copa?
A minha visão tem um pouco a ver com o que acabou gerando minha saída da ESPN no final do ano passado. A economia brasileira foi muito mal em 2013 e o mercado publicitário foi ruim para todas as emissoras. Outro dia estava vendo uma entrevista do [Luís Paulo] Rosenberg, que era do marketing do Corinthians, e ele mesmo disse isso.
A própria Globo teve dificuldades, porque o mercado publicitário não foi aquilo que se esperava dele. Acho que até agora não recuperou. E , sem dinheiro, sem entrar grana, as vagas que se esperava não abriram. São poucas as empresas que estão realmente contratando nessa época.

A Fox contratou porque montou outro canal em São Paulo. Que eu soube, o UOL também contratou umas pessoas para fazer Copa. Mas foram poucos lugares. Claro que, mais próximo do evento, é capaz de ter uma vagas temporárias, principalmente em sites para dar conta de todo o volume de coisas.
Agora com o contrato assinado, já pensou em suas possíveis próximas pautas? A coisa foi um pouco engraçada. Peguei um freelancer na TV Câmara, nada a ver com o que eu costumava fazer. Assim que eu peguei o freela, pintou a vaga. Fiquei só 12 dias lá. Ainda não parei muito para pensar em pautas, mas algumas ideias diferentes já pintaram. Mas só a partir do primeiro dia é que vamos conversar e ver o que a emissora quer.