FENAJ - Empresários de comunicação querem extinção da Voz do Brasil
FENAJ - Empresários de comunicação querem extinção da Voz do Brasil
Atualizado em 22/09/2005 às 08:09, por
Por: Federação Nacional dos Jornalistas.
Os empresários de radiodifusão querem extinguir a obrigatoriedade de transmissão da "Voz do Brasil". Em audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, realizada semana passada, representantes da ABERT e da ABRA criticaram o projeto da deputada Perpétua Almeida (PCdoB/AC) que prevê sua transmissão em horários flexíveis e a criação de programa semelhante na TV aberta.
Para os donos dos veículos de comunicação, o programa "Voz do Brasil" é o responsável pela queda de audiência das emissoras de rádio das 19 às 21 horas. Eles alegam que o programa prejudica seus lucros. Entre outras adjetivações, a ABERT classificou o programa como "anacrônico", um "atraso" e uma imposição do poder público, que "acaba decidindo draconianamente o que a sociedade deve assistir naqueles 60 minutos".
Menos "radicais", mas irmanados no objetivo da extinção da Voz do Brasil, os representantes da ABRA (que congrega emissoras ligadas à Band, Rede TV e SBT), buscaram argumentos mais "palatáveis" para sustentar sua posição. Para justificar a extinção, disseram que, nos dias atuais, a Voz do Brasil é desnecessária, pois hoje existem diversas fontes de informação disponíveis na sociedade, o que não ocorria na década de 1930, quando o programa foi criado.
Alguns parlamentares presentes na audiência reagiram ao ataque empresarial. Lembraram, por exemplo, que as emissoras de Rádio e TV são "concessões públicas" que os radiodifusores ganham sem pagar nada. Outros destacaram que as emissoras têm 23 horas diárias para auferir lucros, e apenas uma hora para "prestar este serviço informativo para a sociedade". Houve, também, aqueles que defenderam a Voz do Brasil, argumentando que é o único espaço onde todos parlamentares, inclusive os do chamado "Baixo Clero", têm oportunidade de divulgar seu trabalho.
"Acho que a Voz do Brasil cumpre um papel importante de levar informação, livre dos interesses comerciais, sobre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a uma imensa quantidade de ouvintes, especialmente no interior do Brasil", diz o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. "São pessoas que às vezes não possuem outro meio de informação", argumenta. Para ele, a extinção do Programa, realizado com profissionalismo cada vez maior, é um retrocesso e só interessa aos grupos econômicos que controlam a mídia no Brasil.
Para os donos dos veículos de comunicação, o programa "Voz do Brasil" é o responsável pela queda de audiência das emissoras de rádio das 19 às 21 horas. Eles alegam que o programa prejudica seus lucros. Entre outras adjetivações, a ABERT classificou o programa como "anacrônico", um "atraso" e uma imposição do poder público, que "acaba decidindo draconianamente o que a sociedade deve assistir naqueles 60 minutos".
Menos "radicais", mas irmanados no objetivo da extinção da Voz do Brasil, os representantes da ABRA (que congrega emissoras ligadas à Band, Rede TV e SBT), buscaram argumentos mais "palatáveis" para sustentar sua posição. Para justificar a extinção, disseram que, nos dias atuais, a Voz do Brasil é desnecessária, pois hoje existem diversas fontes de informação disponíveis na sociedade, o que não ocorria na década de 1930, quando o programa foi criado.
Alguns parlamentares presentes na audiência reagiram ao ataque empresarial. Lembraram, por exemplo, que as emissoras de Rádio e TV são "concessões públicas" que os radiodifusores ganham sem pagar nada. Outros destacaram que as emissoras têm 23 horas diárias para auferir lucros, e apenas uma hora para "prestar este serviço informativo para a sociedade". Houve, também, aqueles que defenderam a Voz do Brasil, argumentando que é o único espaço onde todos parlamentares, inclusive os do chamado "Baixo Clero", têm oportunidade de divulgar seu trabalho.
"Acho que a Voz do Brasil cumpre um papel importante de levar informação, livre dos interesses comerciais, sobre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a uma imensa quantidade de ouvintes, especialmente no interior do Brasil", diz o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. "São pessoas que às vezes não possuem outro meio de informação", argumenta. Para ele, a extinção do Programa, realizado com profissionalismo cada vez maior, é um retrocesso e só interessa aos grupos econômicos que controlam a mídia no Brasil.






