FENAJ - Autoritarismo ameaça a vida

FENAJ - Autoritarismo ameaça a vida

Atualizado em 13/10/2005 às 08:10, por Por: Federação Nacional dos Jornalistas.

Os crimes contra a liberdade de imprensa agridem a humanidade e a ausência de democracia ameaça à vida. Infelizmente isto se confirmou recentemente, com a morte de um jornalista por omissão das autoridades nepalesas. O impedimento ao exercício profissional dos jornalistas, infelizmente, prossegue também no Brasil, como no caso registrado em Rondônia na semana passada. Contra tudo isso, precisamos levantar nossas vozes.

Em Rondônia Jornalistas são expulsos de Delegacia
No dia 4 de outubro o Sindicato dos Jornalistas de Rondônia (Sinjor) emitiu nota de repúdio à agressão sofrida por profissionais em uma Delegacia de Polícia de Porto Velho. Os jornalistas foram expulsos da Delegacia quando cobriam a apresentação espontânea de uma pessoa suspeita de cometer irregularidades. A entidade exigiu providências da Polícia Militar e Secretaria de Segurança do Estado.

"Expulsar profissionais ou qualquer uma outra pessoa de um órgão público, onde todos deveriam ter acesso, se configura um verdadeiro abuso de autoridade", protestou o Sinjor, registrando que a liberdade de expressão foi "brutalmente violentada várias vezes". A nota sustenta que o delegado envolvido no caso e a PM cometeram excessos inadmissíveis para quem deveria zelar pela segurança pública.

A FENAJ manifesta sua solidariedade com os colegas atingidos e solicitará providências também das autoridades federais.

Jornalista morre no Nepal por falta de cuidados médicos
O jornalista nepalês Maheshwar Pahari, de 30 anos, morreu de tuberculose no dia 4 de outubro por falta de cuidados médicos. Ele estava preso sob a acusação de manter contatos com o movimento rebelde maoísta, de oposição ao regime. A organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) exigiu a libertação imediata de três outros jornalistas presos no Nepal.

Pahari trabalhava para o periódico "Rastriya Swabhiman" quando foi detido e mantido incomunicável, pela primeira vez, em janeiro de 2004. Como a lei anti-terrorista limitava os períodos de detenção, ele foi solto e detido novamente por quatro vezes. Com a saúde debilitada, ele estava no hospital de Pokhara, a 130 km de Katmandu. A Federação de Jornalistas Nepaleses (FNJ) tentou transferi-lo para um hospital da capital, onde havia melhores condições de assistência médica, mas o pedido foi rejeitado por "questões de segurança" pelas autoridades nepalesas.

Temendo que algo semelhante possa ocorrer com os jornalistas Tej Narayan Sapkota, Rupak Sapkota e Nagendra Upadhyay, também presos no Nepal, a Repórteres Sem Fronteiras faz campanha por sua imediata libertação.