FEJ critica alto índice de escutas telefônicas contra jornalistas alemães
FEJ critica alto índice de escutas telefônicas contra jornalistas alemães
A Federação Européia de Jornalistas (FEJ) se manifestou nesta terça-feira (25) contra as "proporções alarmantes" de escutas telefônicas contra jornalistas e sindicalistas alemães, realizadas pela Telekom alemã. A entidade considerou "inaceitável que a empresa possa usar indevidamente o armazenamento de dados para violar a proteção das fontes e a liberdade de imprensa".
Segundo o Sindicato dos Jornalistas de Portugal, a descoberta gerou incertezas na sociedade civil e mereceu críticas dos sindicatos de jornalistas da Alemanha, que pedem uma mudança nas regras de armazenamento de dados e a garantia de que as informações obtidas desde janeiro deste ano não serão utilizadas de maneira indevida.
Arne König, presidente da FEJ, afirmou que "esta é a confirmação de que as regras de retenção de dados européias têm sido usadas indevidamente em muitos estados-membros, e que os jornalistas de toda a Europa enfrentam novas batalhas para proteger as suas fontes de informação".
"Infelizmente, nenhum jornalista na Europa pode ter a certeza de que o seu trabalho não está sujeito a vigilância oficial, de que os seus telefones não estão sob escuta e de que podem, com confiança, proteger as suas fontes", reiterou o presidente da FEJ.
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