Federação Internacional dos Jornalistas faz campanha por repórteres palestinos
A Federação Internacional dos Jornalistas lançou recentemente uma campanha para que a ONU pressione o governo de Israel a tratar repórteres
Federação Internacional dos Jornalistas faz campanha por repórteres palestinos
palestinos conforme as leis internacionais sobre liberdade de imprensa, liberdade de circulação dos jornalistas e do seu direito de informar. O primeiro passo é uma petição em quatro idiomas, que já circula em nível internacional.
"Apesar de uma longa campanha de 15 anos pela FIJ e organizações de direitos civis, não conseguimos até agora convencer as autoridades israelenses a reconhecerem a carteira internacional de Jornalista quando apresentada por profissionais palestinos nos territórios ocupados, como acontece em todo o mundo, e tratá-los como coletores de notícias, dando-lhes acesso a áreas onde acontecimentos importantes estão ocorrendo", explicou o presidente da entidade, Jim Boumelha.
De acordo com a Fenaj, os sindicatos e federações de jornalistas de todo o mundo aprovaram a campanha por unanimidade no 28º Congresso Internacional dos Jornalistas, realizado em Dublin, em junho. A intenção é garantir que as autoridades israelenses reconheçam a carteira da FIJ como credencial oficial a todos os jornalistas, independente de sua nacionalidade.
Segundo o Sindicato dos Jornalistas da Palestina, as autoridades israelenses restringem ou proíbem a movimentação os jornalistas entre a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, entre a Cisjordânia e Israel, entre Israel e Gaza, e dentro da própria Cisjordânia, com seus 505 postos de controle militar na região.
O presidente da FIJ faz um apelo aos apoiadores da campanha para que, além de assinarem a petição global, procurem ampliar este movimento de solidariedade junto às entidades sindicais, organizações da sociedade civil e de direitos humanos, entidades estudantis, grupos de mulheres, entre outros. "Qualquer coletivo pode ser solidário com esta causa e seu apoio será um enorme impulso para nossos colegas palestinos", afirmou Boumelha.
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